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Como é a PRF na Bahia

  • guifsalles
  • 30 de jul.
  • 30 min de leitura


Relato sobre as pessoas que convivi, um pouco do que vivi e ouvi dentro da PRF. Mostro como é o ambiente de trabalho na PRF. Há vários cometimentos de crimes no decorrer das minhas descrições. Cada bloco eu explano sobre um determinado PRF. Me reservo o direito de editar para correção.

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Bahia - 10a SRPRF

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Franco

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Não tínhamos bom relacionamento, ele evitava trabalhar comigo e pedia à chefia pra não trabalhar comigo. Assim como ele fazia com o PRF Andrade, um sergipano super bacana. Cheio de regalias com a chefia, podia escolher com quem trabalhava e aonde. Falso e ganancioso.

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Faz parte de um grupo de PRFs chamado de "comedores de nega" na Bahia. Muito amigo da chefia da delegacia em Seabra/BA, principalmente de Paulo Sobrinho, chefe da delegacia.

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Todos da delegacia ficaram sabendo que ele agrediu uma mulher por ela se recusar a fazer sexo com ele. No mesmo quarto estava outro PRF que teve que contê-lo.

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Agrediu um policial federal com chutes quando ele foi apresentado por uma guarnição da PM de Ibotirama/BA. Um policial bem grande da PM fez o mesmo antes de saber que ele é policial federal. Tudo isso por causa de um acidente de trânsito dentro da cidade de Ibotirama. Franco ligou na superintendência da polícia federal em Brasília e de lá obteve a informação de que esse policial federal era problemático. Não foi punido por ter agredido esse policial, ou o policial federal não fez a denúncia.

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Espalhava quais mulheres tinha "comido", os perfis delas e se gabava de ser "comedor delas". Tudo alimentava esse grupo de "comedores de nega". Nesse grupo se gabavam de "pegar" mulheres, namoradas ou cônjuges de policiais militares de Salvador e Feira de Santana quando eles se ausentavam e viajavam à trabalho.

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Virou presidente do sindicato da PRF na Bahia, Sinprf-BA devido à sua ganância por poder.

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Quando o banheiro do posto de Ibotirama era cedido para mulheres utilizarem ficava espiando e dizendo que dava pra vê-las pelo reflexo do piso claro. Pode ser classificado como tarado.

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Gustavo Freitas

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Também do grupo "comedores de nega". Contava sobre seus assédios às mulheres, compartilhava e procurava perfis, falava de mulher o tempo todo. Assediava as condutoras abordadas e pegava o telefone delas se valendo do cargo.

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Contou certa vez que entrou sem autorização e forçando a porta de um quarto de hotel para agarrar uma hóspede que ele dizia ser atraente.

Um dos mais ativos na internet e redes sociais pra procurar mulher e disseminar informações no grupo.

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Esse indivíduo foi pra corregedoria da PRF em Salvador. Pra mim ele é outro tarado já que só fala em mulher.

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Num plantão perguntou se foi eu quem multou seu amigo procurador da união. Disse que ele me descreveu como sendo o PRF que tinha lhe multado por ultrapassar veículos estacionados em fila em razão de acidente. E eu confirmei que fora eu pois o autuado ultrapassou todos os quilômetros de veículos parados tentando levar vantagem por ser procurador. Essa multa é prevista no código de trânsito brasileiro. Freitas ainda disse que esse seu amigo tinha acabado de passar no concurso de procurador e que tinha me elogiado pela honestidade e firmeza. Apesar desse elogio eu senti um rancor ou vontade de me identificar por algum motivo. Isso não é atitude de um procurador, nem a infração que cometeu, nem a vontade de me identificar por algum motivo. Esse acidente deixou a pista fechada completamente e foi o trecho da BR242, trecho da unidade de Ibotirama.

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Paulo Sobrinho

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Chefe da delegacia de Seabra/BA.

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É a referência do grupo "comedores de nega". Beneficiava os integrantes desse grupo das mais diferentes formas, seja na escala de trabalho, folgas, banco de horas, processos e etc.

Ele ficava sabendo de tudo que sua turma aprontava mas não tomava providências, sempre passando a mão na cabeça deles.

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Contei a ele que caminhoneiros estavam denunciando o PRF Brandão por estar solicitando dinheiro mas não tomou providências e ainda me colocou como "boca grande" por eu ter feito isso. Brandão, até onde eu sabia, não tinha costume de fazer isso mas provavelmente se deve aos seus problemas financeiros. Eu não quis mais saber desse assunto já que eu tinha passado pra cima.

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Ele me prejudicava quando podia e me assediava moralmente me chamando de "boca grande". Como citei acima, provavelmente porque denunciei Brandão a ele. Eu não era um PRF fofoqueiro e nunca gostei de fofocas. Imagino que ele ou alguém tenha me imputado alguma fofoca que desconheço.

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É frequentador de um prostíbulo em Seabra bem próximo do posto PRF e é amigo da cafetona chamada Pina. Ele quem levou todos os PRFs lá para conhecer e falava pra não mexer com Pina, pois dava a entender que seria dele.

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Dizia para mim que eu nunca iria sair da delegacia pois eu era bom de serviço, e policial bom de serviço não se deixa ir embora. Tentei processo de remoção para Mato Grosso do Sul, recebi promessa do superintendente Azevedo, petista, pra ir pro sul da Bahia e até candidatei pra trabalhar no núcleo de telecomunicações-NUTEL em Salvador, mas ele não me deixava sair mesmo sendo o melhor pra mim e minha família. Ele sabia que eu queria sair de lá de qualquer jeito. Ele não me ajudou a ser removido para Mato Grosso do Sul quando Azevedo me barrou e sabia que James Frank estava me enganando no concurso de remoção para o NUTEL.

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Fez eu responder processo por acidente com uma viatura velha caindo aos pedaços. Ele e o superintendente Azevedo usaram isso como argumento para eu não ser removido para MS em 2007, mesmo o processo ter tramitado por todos os setores e não haver nada que impedisse a minha remoção.

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Já o seu amigo e integrante do grupo "comedores de nega", conhecido como Selva, capotou uma viatura novinha, dando perda total, tendo o próprio PRF Sobrinho como passageiro da viatura e não respondeu processo. Salientando que o próprio Sobrinho contava que pedia pra Selva reduzir a velocidade mas foi ignorado.

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Me fez responder processo por faltar ao serviço mesmo tendo apresentado atestado médico. Não acreditou que eu estava mal e de atestado. Eu estava com a boca toda estourada e machucada devido a extração de três dentes sisos. Os cortes eram profundos e meus lábios incharam demais. Nesse dia da extração cheguei a desmaiar. Mas pra ele me prejudicar não havia limite. Nenhum dos amigos dele respondeu processo por não confiar no atestado médico. O processo não deu em nada, foi arquivado, mas gerou um sentimento de injustiça, de estar sendo prejudicado, além do dissabor de responder um processo que fica averbado em meu nome.

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Recebi em casa junto à minha esposa Sueli uma ameaça de morte enviada por um criminoso perigoso, um assaltante de carga da região de Ibotirama, chefe de quadrilha, após Sobrinho, França, Franklin Daltro e Álvaro terem matado seu parente e colegas. Ele ainda levado um tiro no pulmão. Tudo por conta de uma emboscada que Sobrinho e França armaram após tomarem conhecimento pela polícia civil de Barreiras/BA da sua fuga da prisão. Os PRFs executaram cinco pessoas dentro um carro com duas portas. A corregedoria da PRF e o ministério público não fizeram nada. Vários PRFs da superintendência questionavam o ocorrido perguntando mas nenhuma providência foi tomada. Esse criminoso me mandou o recado de morte por meio de um segurança do hospital de Ibotirama. O recado dizia que esse indivíduo ia se vingar do primeiro PRF que aparecesse. E eu era o único PRF que morava lá com minha família. Sobrinho sequer me deu apoio ou sugeriu minha saída da cidade. Minha mulher ficou doida e estressada.

Sobrinho não me dava apoio em nada.

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Sobrinho fez eu responder processo por suposto sumiço de um auto de infração que eu já tinha digitado no sistema Siscom. O documento em papel sumiu entre o transporte do posto de Ibotirama para a delegacia em Seabra. Depois que respondi o processo alegando desorganização da própria delegacia o auto de infração apareceu como um milagre. Foi mais uma sacanagem que fizeram comigo. Isso é comum dentro da PRF e é usado para prejudicar os desafetos e dar lição. Mais um processo sem sentido que causa dissabor e tristeza. Eu nunca fiz isso com ninguém.

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Um PRF me contou que Sobrinho ganhou um veículo VW Polo sedan novinho para remover o PRF Patrick para outra delegacia sem obedecer qualquer lista. E realmente Patrick foi removido deixando vários PRFs nervosos pois aguardavam remoção, inclusive eu. Patrick era protegido de Sobrinho. Raramente era visto no posto de Ibotirama demonstrando que possuía regalias.

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Fui abordado por três mulheres num veículo VW Gol na BR 242 na cidade de Barreiras enquanto eu esperava o ônibus para ir trabalhar em Ibotirama, que fica cerca de 200km de distância. Uma das mulheres, a que dirigia, era a noiva do PRF Baliza, amigo de Sobrinho e integrante do grupo "comedores de nega". Ela me assediou dizendo que queria me levar para uma festa no bairro Flamengo. Eu estava fardado. Mas eu reconheci ela e neguei o convite. Contei a Sobrinho sobre o ocorrido e ele me disse que não era pra eu ter ido trabalhar, que eu deveria ter ido com elas, que ele abonaria minha falta.

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Ficou nervoso comigo quando arrumei a antena de uma viatura GM Blazer velha. No trecho de Ibotirama tínhamos duzentos quilômetros sem rede celular e sem rádio para comunicação. Eu achava que fosse importante ter um meio de comunicação até por questão de segurança. Só havia um telefone do tipo orelhão à oeste e nada de rede celular. Sobrinho me criticou dizendo que se arrumasse a viatura ela não seria trocada por outra pela PRF. Ele não estava nem aí pra gente. Tanto é que acidentei com uma viatura dessas ao me deparar à noite com um jumento. Quase morri assim como o PRF Marcus que estava comigo. O volante da viatura não respondia da forma correta aos movimentos e a iluminação dela era muito precária, péssima mesmo, não iluminava nada e não seria o rádio o pior problema dessas viaturas. Eu tentei arrumar mas não fiz o melhor reparo.

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Eu e o PRF Andrade fomos ameaçados de morte pelo PRF Magalhães dentro do posto de Ibotirama. Magalhães ameaçou por se sentir vigiado pelos novos PRFs que estavam chegando. Creio que havia a disseminação de informações de que as novas turmas chegavam pra moralizar a PRF e combater a corrupção. Eu e Andrade de Sergipe fomos falar com Sobrinho mas ele riu e desdenhou da situação, não fazendo nada. Magalhães é da turma dele, turma de 94. Continuamos obrigados a trabalhar com Magalhães por muitas vezes, e por muitas vezes ele estava embriagado e sumia com a viatura pra cidade.

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Sobrinho e amigos ficavam rindo e gozando do PRF Sileiman. Zoavam ele pelas costas mas mandavam indiretas também. Zoavam por que sua esposa o traía e ela não escondia isso de ninguém. Ela é funcionária da Receita Federal e causava muitos constrangimentos a Sileiman, que era chamado de chifrudo e "pinto pequeno". Esse último termo fornecido por ela aos "comedores de nega", grupo de Sobrinho. Sileiman era ridicularizado por esse grupo todos os dias, eram muitas risadas e muita gozação mesmo. Até o contínuo do posto PRF de Seabra, Careca, zoava ele pelas costas com Sobrinho. Existiu boatos à época de que a mulher atual de Sileiman foi arrumada por eles.

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Ouvi que Sobrinho já estava esquematizando uma forma de aposentar o PRF Lanzac por ele fazer uso de drogas e ficar faltando ao serviço. Estava em conversas com a cúpula da PRF pra conseguir fazer isso de forma compulsória. Como fizeram comigo na atualidade.

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Deixava uma senhora chamada Dona Dulce transitar com seu Fusca pela rodovia com placa amarela. Todo PRF que chegava de fora ficava horrorizado com a situação. Mas Dulce era quem recebia os PRFs com alojamento e comida. Ninguém da delegacia mexeu com Dulce para fazê-la trocar a placa do veículo.

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Apoiava o romance entre Álvaro e Claudia. Álvaro é um dos melhores amigos de Sobrinho e pediu pra trabalhar com Claudia em todos os plantões, sempre juntos. Pra agradar o amigo Sobrinho fazia a escala de trabalho sempre com os dois juntos. E lembrando que Claudia era casada.

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Quando Claudia foi assediada sexualmente pelo PRF Ferreira, Sobrinho não quis apoiá-la, deixando Claudia muito irritada. Ela fez então uma denúncia no ministério público.

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Era amigo do contínuo do posto e delegacia de Seabra chamado "Careca". Esse Careca contava pra Sobrinho tudo que acontecia quando ele estava ausente, era uma espécie de espião de Sobrinho e dos "comedores de nega". Careca levava informações de Sileiman diretamente pra Sobrinho pois fingia ser amigo de Sileiman. Foram eles que conseguiram arrumar a atual esposa de Sileiman em Seabra.

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Marcus França

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Ex policial militar da Bahia e chefe do núcleo de policiamento e fiscalização da delegacia de Seabra.

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Executou 5 indivíduos na BR242 de madrugada após a fuga desses indivíduos da prisão em Barreiras/BA. Eles foram fuzilados e executados dentro de um veículo com duas portas. Quem informou França da fuga da delegacia e o forçou a sair de Feira de Santana e deslocar até o trecho entre Ibotirama e Barreiras, foi um policial civil dessa delegacia. Juntamente com França estavam os PRFs Paulo Sobrinho, Franklin Daltro e Álvaro. Segundo as informações inclusive de Sobrinho, Álvaro agachou atrás da viatura e começou a chorar durante o tiroteio e isso virou motivo de piada. Mas ocorreu de vários PRFs comentarem que os indivíduos não estavam armados e os disparos no pára-brisa da viatura foram feitos por França, que carregava um revólver para colocar no cenário após o feito. Parecia que eles foram executados sem conseguirem sair do veículo. Também havia uma ameaça de morte direcionada a França de um dos indivíduos que estavam fugindo da cadeia que era primo do chefe de uma quadrilha de roubo de carga e coletivo. Eram seis indivíduos num veículo pequeno, incluindo o chefe da quadrilha, o primo dele e indivíduos que não faziam parte da quadrilha mas que fugiram juntos da cadeia. O veículo todo perfurado foi encaminhado para o posto de Ibotirama onde eu pude ver o que ocorreu quando cheguei pra trabalhar pela manhã. Esse veículo tinha pedaços de massa encefálica grudados nas janelas. Já os corpos foram deliberadamente colocados na carroceria da L200 pelos próprios PRFs e encaminhados para a cidade de Itaberaba sem perícia. O delegado da polícia civil aceitou todo o enredo. Porém, o chefe da quadrilha levou um tiro mas conseguiu fugir na hora do tiroteio. Ele foi localizado posteriormente por uma equipe da polícia civil e encaminhado ao hospital de Ibotirama. Não demorou para um segurança do hospital bater na minha porta de casa e dizer que esse chefe da quadrilha prometeu matar o primeiro PRF que passasse na frente. Eu era o único PRF que estava morando em Ibotirama, cidade desse chefe da quadrilha e sua família. Minha mulher Sueli ficou louca ao ouvir aquilo e quis me deixar lá e voltar pra Minas Gerais. Eu comuniquei para os chefes da ameaça de morte mas não recebi nenhum apoio. Eu tinha entrado na PRF há pouco tempo, menos de um ano. Depois desse fato minha mulher liga de madrugada no posto de Ibotirama e diz que estão tentando entrar em nossa casa, então pego a viatura, chamo o outro PRF pra me acompanhar e no meio do deslocamento tombo a viatura ao desviar de um jumento. Essa tentativa de invasão à minha casa poderia ter haver com a história que conto mas não há comprovação apesar dos arranhados na porta de entrada da casa. Muito tempo depois PRFs estranhos ou de fora ficaram me pressionando pra falar o que tinha acontecido mas eu não falei nada. Eles não confiavam na história que França e Sobrinho contaram e por quê o ministério público e o delgado de polícia aceitou tudo daquela forma já que havia indícios de execução.

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Assediava todas as policiais femininas até que um dia conseguiu casar-se com uma. Assediava constantemente a PRF Maria, uma mineira.

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Sempre dizia que eu era bom de serviço e que toda ocorrência eu tinha algum tipo de participação. Parecia me apoiar mas nunca me orientou de onde morar com segurança com minha família. Como ele tinha amizade com os PRFs de Feira de Santana e Salvador sempre me mantinha em Ibotirama pra que seus amigos não precisassem deslocar até Ibotirama. Diante disso fiquei fixo em Ibotirama.

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Foi o único que me forneceu munição .40 quando precisei. Após uma troca de tiros com meliantes no anel rodoviário de Belo Horizonte, Agnaldo Nascimento me negou o fornecimento de 5 munições. Mas quando encontrei França ele me forneceu mais do que eu precisava sem questionar.

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Como chefe de policiamento e fiscalização, juntamente com o chefe da delegacia Paulo Sobrinho é supostamente seguindo ordens que vinham da superintendência da PRF em Salvador, determinou a não confecção de autos de infração de ultrapassagem de faixa dupla contínua feitos no posto de Ibotirama utilizando binóculos. Foram centenas de autos de infração legais feitos por mim e outros colegas. A chefia da delegacia alegou que todas essas multas foram canceladas pela PRF.

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Franklin Daltro

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Foi removido da Bahia para trabalhar no Rio Grande do Norte.

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Mais um "comedor de nega", que ficava se gabando das que pegava no interior. Protegido de Sobrinho e França.

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Participou com Sobrinho e França da execução de 5 presos que fugiram da prisão em Barreiras. Ele é tido como o policial que conseguiu dar um tiro de CT .40 no pulmão do chefe da quadrilha.

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Não nos dávamos bem, ele é ignorante e integrante do grupo "comedores de nega". Mais um infiel e beneficiado por Sobrinho e França.

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Ele pedia pra não trabalhar comigo e era atendido. Também odiava o PRF Andrade, um sergipano. Ele tinha ódio do PRF Andrade e também não trabalhava com ele.

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Chegava no posto de Ibotirama dando chute na porta do alojamento quando eu estava dormindo. Ele me acordava sendo que eu tinha pouco tempo pra descansar antes do plantão. Entretanto, depois de algum tempo sumiu de Ibotirama e só trabalhava em Seabra ou Itaberaba.

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Batista

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Furtou meu carregador de celular no posto de Seabra e levou para sua casa em Feira de Santana. Só descobri porque um colega me falou quem tinha pegado. Batista não queria devolver o carregador mas diante de uma ameaça minha de ir até a corregedoria ele devolveu. Vários colegas ficaram abismados com essa situação mas a chefia da delegacia não fez nada.

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Também fazia parte do grupo "comedores de nega", porém, era zoado por não conseguir tantas mulheres quanto queria.

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Amigo do PRF Carneiro, que foi chefe da delegacia de Seabra após Sobrinho.

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Numa ocorrência de busca por criminosos em fuga para dentro de mata e em apoio à pedido da polícia civil, Batista e eu localizamos e prendemos um criminoso em meio à vegetação. No local estavam muitos policiais civis e ali entregamos o criminoso para eles. Dias depois o PRF Wellington perguntou sobre esse indivíduo e informou que familiares estavam procurando por ele, que uma viatura da PRF que estava no local prendeu esse indivíduo. Não foi feita ocorrência dessa situação já que o indivíduo foi entregue diretamente aos policiais civis e delegado no local das buscas. Quem tinha interresse nesse criminoso era a polícia civil. Eu e Batista éramos a única viatura da PRF no loca e em apoio às buscas. Não sei o que resultou essa situação pois fui removido para Minas Gerais e não tive mais informações.

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Denunciou uma escala paralela, criada por PRFs de fora do estado da Bahia com autorização de Sobrinho, por não concordar com a escala. Com essa escala a produtividade aumentou consideravelmente e foi elogiada pela chefia. No entanto, Batista demonstrou certa ojeriza a essa escala, o que provocou um escândalo em Salvador. Essa escala ajudava aos colegas de fora terem mais tempo de descanso e mais tempo com suas famílias, sem prejudicar o trabalho e a produtividade.

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Mato Grosso

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Esse PRF é ex tenente da polícia militar da Bahia. Trabalhou com Adilson Souza no Maranhão.

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Tinha um grande interesse na minha ex mulher e sempre conseguia fazer perguntas sobre ela e sobre meu casamento. Os dois se encontraram e conversaram apenas uma vez.

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Wellington

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Também foi testemunha do assédio moral do PRF Carneiro contra o PRF Danilo no ministério público federal. Não soube dele enfrentar problemas por causa disso. Tem como amigo um procurador que lhe orienta quando precisa. Creio que devido à isso não foi prejudicado ou perseguido por Carneiro.

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Wellington foi quem me perguntou pela primeira vez sobre um criminoso sumido alegando que familiares estavam procurando por ele. Foi informado a ele a verdade já que não sabemos o que a polícia civil de Seabra fez com o indivíduo capturado. Esse criminoso foi preso por mim e Batista e logo entregue para equipes da polícia civil que estavam realizando buscas por outros criminosos. Discorro melhor na seção do PRF Carneiro e Batista.

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Bodnachuck

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Instrutor de identificação veicular da PRF. Chamou minha atenção no curso de formação no Rio de Janeiro em 2006 por eu estar conversando com outro colega e não conseguir visualizar o que ele estava mostrando. Ele falava das placas de veículos e mostrava identificadores nessas placas mas o número de PRFs era grande em volta do instrutor dificultando a visualização.

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Por incrível que pareça após o curso de formação fui parar justamente na delegacia de Seabra, a delegacia de Bodnachuk.

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Após eu perguntar sobre propina me respondeu que pegava sim propina de condutores da rodovia, e isso era feito por praticamente todos os PRFs mais velhos da delegacia incluindo Sobrinho.

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Edson Carneiro ou Selva

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Todos o chamavam de Selva em referência à sua passagem pelo exército.

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Capotou uma viatura novinha que havia acabado de chegar na delegacia de Seabra. Ao contrário do que aconteceu comigo, arrumaram um caminhão pra transportar a viatura batida para Salvador e Selva não respondeu processo.

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Agrediu um caminhoneiro no orelhão do posto de Ibotirama alegando que o caminhoneiro estava ligando para comparsas poderem passar pelo posto. Uma loucura total. O caminhoneiro estava tentando ligar para casa mas desistiu e seguiu viagem. Era difícil conseguir achar um orelhão naquela localidade.

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Levou um indivíduo preso pra fora da rodovia para executá-lo. Teve apoio do PRF Magalhães, alegando que o indivíduo era "bicho solto" e que tinha que morrer. Chegou a começar a municiar seu revólver na frente do indivíduo que estava preso na parte de trás da viatura. O indivíduo se debatia e pedia pelo amor de Deus pra não morrer. Um tenente de uma guarnição da PM se negou a compactuar com isso e a tragédia foi evitada. O PM ainda mostrou pra Selva que vários moradores locais já tinham visto a viatura e o preso. Selva não executou esse indivíduo e estava em contato com a inteligência da PRF em Salvador. Magalhães não gostou e xingou no retorno da viatura ao posto com o indivíduo vivo. Esse indivíduo foi conduzido para a delegacia de Ibotirama por adulteração de sinal identificador.

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Também é integrante do grupo "comedores de nega". Mais um infiel da turma. Ex integrante do exército que parece que foi torturado até ficar lesado.

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Ele me deu um comprimido azul usado para impotência sexual sem que eu pedisse ou falasse alguma coisa sobre isso. Nunca usei isso. Aliás é mais uma marca do grupo "comedores de nega" sempre fazem uso dessa substância e enaltecem seus desempenhos.

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Brandão

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Vários caminhoneiros denunciaram o PRF Brandão pra mim por ele estar solicitando e pegando dinheiro de propina junto à eles. Eles ficaram revoltados por ser uma conduta que tinha acabado na delegacia de Seabra. Cheguei ao chefe de delegacia, Sobrinho, lhe contei a situação e eu disse que não seria preso por causa de um policial corrupto, mas Sobrinho não fez nada. Brandão tinha problemas financeiros e isso era de conhecimento de todos da delegacia.

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Colocou uma câmera no nosso alojamento no posto de Ibotirama para filmar garotas trocando de roupa. Ele oferecia o alojamento para mulheres caso precisassem usar. Muito parecido com o PRF Franco que gostava de espiar mulheres. Brandão é mais um dos integrantes do grupo de "comedores de nega" e só fala em mulher.

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Deixou que uma condutora de moto passasse pelo posto de Seabra sem carteira exigindo que ela lhe desse o seu número de telefone ou saísse com ele. Ela denunciou ele por isso. Ele a deixava passar sem carteira e isso ocorreu muitas vezes até ela se queixar dele.

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Atirou de dentro da viatura e atingiu o pé de um usuário numa abordagem desastrosa. Não lembro de ele ter respondido processo por causa disso.

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Cássio

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Trabalha em Barreiras/BA.

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Numa operação de Carnaval com foco em embriaguez ao volante, foi chamado por uma condutora que eu tinha abordado e que não queria soprar o bafômetro. Diante da recusa eu já tinha feito o procedimento de autuação mas ele chegou com um teste impresso de um dos bafômetros da operação alegando que tinha dado negativo para álcool. Ele levou o bafômetro para trás de alguns veículos juntamente com a condutora e o marido dela, e voltou para me entregar. Eu não aceitei o procedimento e pedi pra ela soprar novamente e na minha presença mas ela recusou novamente. Todos da operação viram o que aconteceu, havia policiais de fora da delegacia de Barreiras também. Todos ficaram do meu lado e diziam que esse Cássio era agressivo. Pra piorar ele estava fardado e não participava dessa operação. Tudo isso virou processo e foi parar em Brasília, mas, mais uma vez, não deu em nada e passaram a mão na cabeça do criminoso. Ele foi lá só pra livrar sua amiga.

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Paulo de Tarso

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Me solicitou que pegasse a calibre 12 e a deixasse pronta para o uso em cima do balcão. Fiz isso e avisei que a arma estava quente. Ele não conferiu o armamento antes de pegar. Saímos para abordar na rodovia em frente ao posto de Ibotirama. Durante uma abordagem a um bombeiro militar de Brasília e sua namorada a arma disparou no chão. Tarso estava batendo o bico da arma no chão. Isso tudo causou um rebuliço e discussão com esse bombeiro. No final Tarso quis colocar a culpa em mim mas ele deveria ter conferido o armamento.

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Metido a saber de tudo, aprecia o assunto de ufologia e acredita em extras terrestres. Tem relatos sobre o assunto. É zoado por todos, juntamente com Batista, por serem os que já viram alienígenas ou naves espaciais.

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Farmacêutico, distribui remédios para os PRFs. Possui uma bolsa com todo tipo de medicamento.

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Possui e porta armas sem homologação pela PRF como armas de choque e bastões retráteis. Também não possui o curso para uso dessas armas. Chegou a mostrar um "chaco" consigo.

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PRF Álvaro e Claudia

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Álvaro é o melhor amigo de Sobrinho. Também é integrante do grupo "comedores de nega".

Ele ficava com Claudia em todos os plantões com a ajuda do chefe Sobrinho que fazia a escala sempre com os dois juntos. Tanto Álvaro, quanto Sobrinho, quanto Claudia ficavam falando do tamanho do pênis de Álvaro e que Claudia adorava. Ela dizia que tinha que ser grande pra ela ficar com um cara. Ela era casada e se sujeitava a esse papelão.

Ela foi ao ministério público denunciar o assédio sexual cometido pelo PRF Ferreira e que Sobrinho estava acobertando.

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Ferreira

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Ex policial militar da Bahia.

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Mais um integrante do grupo "comedores de nega". Alegou que tinha o pênis grande e que por isso tentou pegar Claudia, já que ela gostava disso. O que é verdade pois ela mesma fazia questão de falar que estava com Álvaro por causa do tamanho do pênis dele. O grupo "comedores de nega" adorava isso.

Tentou deitar na mesma cama de Claudia no alojamento mas foi rejeitado por ela.

A última vez que ouvi falar alguma coisa deles fiquei sabendo que Claudia foi ao ministério público pois o chefe Sobrinho não quis tomar providências.

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Ele tem um primo que trabalha na polícia militar de Betim. Olha que coincidência. A mesma PM que me prejudicou e me expulsou de casa por meio de uma ocorrência falsa.

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Veio em Betim juntamente com os PRFs Sobrinho, Ferreira e Selva para uma operação. Perguntaram por hotel e sumiram.

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Agnaldo Filho

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Mais um integrante do grupo "comedores de nega" da PRF. Era um dos mais salientes e adorava falar das mulheres que pegava.

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Numa operação no Paraná dizia que as loiras de lá adoravam a "pica" do negão, no caso, ele.

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Ex integrante da marinha. Não tinha habilitação para conduzir veículo automotor quando iniciou o curso de formação no Rio de Janeiro. Mesmo assim foi aceito pela coordenação de ensino da PRF e conduziu vários veículos (viaturas) por várias vezes durante o curso de formação. Ele tinha dificuldades na condução ou direção mas os instrutores aceitaram.

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Me negou munição .40 quando relatei que fiz disparos num arrastão no anel rodoviário de Belo Horizonte. Eu defendi uma família num veículo mais velho que estava na mira de um revólver. O indivíduo criminoso encostou a arma na cabeça do condutor, o pai. Eu via uma criança no banco de trás do veículo. Desci do meu carro e comecei a trocar tiro com esse indivíduo. Havia mais dois indivíduos dando cobertura e fazendo o arrastão mas eles estavam desarmados. Só consegui munição com o PRF França.

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Me negava horas de trabalho em operações e viagens enquanto outros PRFs conseguiam receber horas pra acumular nos seus banco de horas.

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Ria e zoava num grupo de WhatsApp chamado Caverna do Dragão principalmente quando via o PRF Magalhães de Salvador agredindo e xingando quem não ia votar no PT. Ele apoiava tudo que esse agressor falava inclusive as "fake news" dele. Como eu era contrário era perseguido no grupo. É petista ferrenho mas conseguiu assumir chefia em Brasília no governo Bolsonaro.

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Durante uma virada de ano Agnaldo redigiu no livro do posto uma ocorrência. Foi uma ocorrência que não fazia sentido, não tinha coerência e aparentava uma confusão mental dele. Ele disse que não tinha bebido mas ninguém apurou o que ocorreu. Por quê ele escreveu aquelas maluquices sem pé nem cabeça? Nem a delegacia, nem a corregedoria apuraram o que aconteceu, devem achar que é normal aquilo.

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Me confidenciou que não queria ser PRF, que queria ser diplomata e que a PRF era apenas um trampolim para ele chegar onde queria. Está na PRF até hoje enquanto eu, que queria mesmo estar na PRF, fui humilhado e agora torturado.

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Foi chefe em Brasília em pleno governo Bolsonaro mesmo sendo de esquerda. Ele é defensor ferrenho de Lula. Acredito que de Brasília tenha interferido na minha vida profissional aqui em Betim/MG. Corroborando isso é amigo e colega de instrução do PRF Christian, que foi meu chefe de equipe e desafeto. Com certeza fofocaram sobre mim e minha vida.

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Marcus

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Mais um integrante do grupo "comedores de nega". Só fica falando em enfiar o inhame. Só fala de mulher e de perfil de mulher.

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Era meu passageiro no acidente com a viatura Blazer e inclusive foi ele que gritou sobre o jumento no meio da pista. Ele me acompanhava até minha casa na cidade de Ibotirama pois minha mulher pedia ajuda já que viu alguém tentando arrombar a porta de entrada da nossa casa. Só estava ela e meu filho bebê. Ele não se machucou mas eu fiquei ferido nas costas. A gente não usava cinto de segurança e mentimos na ocorrência do acidente. O jumento era a única coisa que foi verdade na ocorrência.

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Limenzo

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Um sujeito estranho. Quando foi ao meu apartamento em Barreiras junto com outros PRFs sequer me cumprimentou e foi direto pra cozinha aonde estava minha mulher. Achei a atitude estranha, é como se ele já conhecesse ela.

Imagine alguém entrar na sua casa, passar por você e ir entrando até achar sua mulher. Foi o que ele fez. Deu a entender que minha mulher era dada pra qualquer um.

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Vanderlúcio

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Chefe da delegacia em Barreiras/BA.

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Disse pra mim que o mineiro não sabe dirigir e que por isso Minas Gerais tem a maior taxa de acidentes de trânsito do Brasil. Isso por que acidentei uma viatura em Ibotirama por causa de um jumento parado no meio da pista e à noite.

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Apoiou o PRF Cássio quando esse soprou o bafômetro pra uma amiga durante uma abordagem minha numa operação carnaval com foco em alcoolemia. Essa amiga de Cássio não quis soprar o bafômetro e o chamou até o local, depois tentaram forjar o teste e me enganar. Essa ocorrência virou motivo de apuração pela PRF em Brasília e não deu em nada.

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Araújo

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Furtou minha coca-cola na geladeira do posto de Seabra. Confrontado, apesar de admitir ter pegado o refrigerante, não quis me pagar outro refrigerante. Já era costume dele furtar alimentos de outros PRFs na cozinha e geladeira.

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Dava trabalho para lanchonetes e restaurantes pois exigia comer de graça todos os dias de plantão, incluindo café, almoço e jantar. Lembro de um empresário reclamar da atitude desse PRF diretamente para o chefe da delegacia.

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Teve sua arma funcional, uma PT 100 .40, esquecida num banco de ônibus durante uma viagem. A arma não foi localizada. Não deu problema nenhum para ele até onde sei. Podem ter mantido em sigilo.

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Azevedo

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Segundo colegas da própria delegacia de Seabra esse indivíduo que era o superintendente da Bahia rasgou a última folha do meu processo de remoção para o estado de Mato Grosso do Sul, folha essa que continha o nada consta da corregedoria, substituindo por uma folha com anotação de sindicância em andamento. Esse processo já estava concluído mas foi adulterado por esse indivíduo que alegou que foi prejudicado por um acidente meu com uma viatura. Ele teria sido questionado pelos chefes de Brasília acerca da viatura que eu acidentei pois ela não estava sendo abastecida fazia um tempo. Segundo o próprio chefe de delegacia Paulo Sobrinho o superintendente estava solicitando viaturas em Brasília mas não sabia que uma delas estava acidentada e sendo consertada. A atitude de Sobrinho em esconder o fato de Azevedo se voltou para mim como uma vingança. Eu gastei dinheiro do meu próprio bolso para arrumar essa viatura, uma Blazer velha cheia de problemas graves. Minha remoção não aconteceu e tanto eu quanto o outro PRF de Três Lagoas já tínhamos vendido todos os nossos móveis e eletrodomésticos para fazer a troca de delegacia. Por fim, o colega do MS ficou com raiva de mim e a viatura foi sucateada por esse mesmo superintendente. Esse indivíduo destruiu minha vida, a minha família que eu estava começando a formar e me afetou muito financeiramente pois tive que alugar outro lugar pra morar em outra cidade e comprar todos eletrodomésticos e móveis novamente. Faltou dinheiro pra gente comer.

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Depois desse fato acima esse mesmo superintendente numa reunião da delegacia de Seabra me prometeu uma remoção para o sul da Bahia alegando que precisava de policiais lá, ou seja, havia vaga e ele iria me ajudar. Nunca mais o vi e nem me deu uma resposta. Mais um petista safado que conheci naquele lugar, que faz promessas e não cumpre. Eu pedi muito pra sair daquele lugar mas nunca fui atendido.

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Fez faculdade de direito no Rio de Janeiro ocupando cargo de superintendente da Bahia. O curso dele era presencial. Como ele fazia esse curso estando tão longe? Fiquei sabendo que havia muita viagem de avião. Ele era petista e o governo federal ocupado pelo PT.

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Azevedo ainda como superintendente da PRF da Bahia me ligou no posto de Seabra numa noite e me deu os parabéns por ter autuado por embriaguez um condutor de uma caminhonete empresário da região. Não sei se o cumprimento foi de maneira sarcástica ou se o condutor era seu desafeto na região de Seabra.

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Achiles

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Emprestei meu carro pra ele "comer uma nega" em Seabra. É mais um infiel e integrante do grupo "comedores de nega". Divulga seus feitos para aceitação no grupo.

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Arrumou uma atendente de lanchonete para ficar comigo em Ibotirama. Ele quis fazer isso e aconteceu.

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Schwarz

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Esse queria fazer parte do grupo "comedores de nega" mas como é gaúcho de nascença é taxado de "gay" pelos colegas. É um dos PRFs mais zoados da delegacia de Seabra mas não sabe.

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Casado com uma PM faz de tudo para traí-la e aparecer para os "comedores de nega". Deve ser uma espécie de aceitação. E como ele mesmo falava, comia um monte de mulher.

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Disparou acidentalmente dentro do alojamento do posto de Ibotirama uma arma que acabara de apreender numa vistoria veicular gerando risco para os colegas. Essa ocorrência não rendeu nenhum tipo de problema para ele mesmo os colegas tendo disseminado a informação. Ele é os colegas evitaram registrar no livro do posto tal incidente.

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James Frank

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Esse é um filho da puta mentiroso. Enquanto trabalhávamos em Ibotirama falávamos sobre o projeto que eu desenvolvia fora da PRF, sendo ele da área de informática como eu, e afirmava que não queria trabalhar no setor de telecomunicações da PRF em Salvador. Me perguntava muito sobre o projeto de estacionamento em que eu trabalhava com Alberto Saraiva, proprietário da patente. James queria saber muito e queria que eu o colocasse pra participar desse projeto. Não o coloquei. Hoje sei que ele estava mentindo. Dizendo não querer trabalhar no núcleo de telecomunicações, segundo ele por conta da sua esposa e o trânsito de Salvador, me deixou a vontade para candidatar à vaga. Eu precisava conseguir sair do inferno aonde morava. Porém, numa reunião na delegacia de Seabra, onde iam divulgar o escolhido para a vaga, começaram a rir de mim assim que cheguei na reunião. O chefe Agnaldo Nascimento era o mais risonho e dizia que James Frank já tinha sido escolhido há muito tempo e até já tinha feito curso de rádio comunicação pelo setor. Nesse setor trabalhava um amigo dele da faculdade e por isso ele foi escolhido. Virei chacota na reunião. Eu tinha deslocado mais de 300 km para chegar na reunião, sem falar os 300 km da volta e o horário em que o ônibus passava era o pior. Perdi o descanso com minha família e praticamente um dia inteiro por conta da mentira desse indivíduo. Nunca mais vi esse covarde. Mas isso é PRF.

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Magalhães (de Salvador)

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Outro idiota que graças a Deus não tive oportunidade de conhecer. Agressivo e tarado pelo PT. Ofendia de forma agressiva quem queria votar em outro presidente senão o Lula. Nem Ciro Gomes, bem Bolsonaro, eram tolerados por ele. Ele fazia isso todos os dias com xingamentos agressivos principalmente se alguém postasse algo que não era bom ao partido dele. Quem era de esquerda ficava rindo. O grupo de WhatsApp era chamado de Caverna do Dragão, com integrantes da minha turma que não conseguia voltar para casa, no meu caso Minas Gerais. Esse indivíduo criminoso não era da nossa turma, não era conhecido por todos e não dava pra entender o que ele fazia ali no grupo ou porquê o colocaram no grupo.

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Saí do grupo por conta das "fake news" e xingamentos dele além da falta de cobrança ou questionamentos por parte dos integrantes do grupo que aceitavam o que esse criminoso falava.

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Magalhães (de Ibotirama)

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Eu e o PRF Andrade, um sergipano, fomos ameaçados de morte por esse Magalhães. Ele nos ameaçou dizendo que se alguém ousasse prejudicá-lo ele mataria. Contamos o fato ao chefe da delegacia que nos orientou a ignorá-lo pois ele era assim mesmo.

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Ficava bêbado no plantão e dirigia a viatura assim. Nunca sofreu nenhum incômodo apesar de todo mundo perceber sua situação.

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Disse uma vez que eu tinha algum problema espiritual e que o amigo dele espírita que me conheceu disse isso a ele. Ignorei completamente o que esse idiota disse.

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Aceitou que Selva executasse um criminoso fora da rodovia. Quando voltamos com o criminoso vivo ele teve um ataque e ficou muito nervoso por não termos feito o serviço. Eu não queria matar ninguém, não é da minha índole. E nunca matei ninguém. Falo mais na seção sobre o PRF Edson Carneiro ou Selva.

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Baliza

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Assassino de cavalos soltos na rodovia. Atira sem pestanejar.

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Integrante do grupo "comedores de nega" que é voltado única e exclusivamente para falar de mulher, sexo, perfis, traições, conquistas e tudo relativo a sexo com detalhes e compartilhamento de tudo.

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Assediou minha mulher numa clínica médica em Barreiras. Por um instante até achei que eles eram íntimos devido o modo como conversavam.

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Sua noiva me abordou na rodovia e me assediou enquanto eu estava esperando o ônibus. Ela é duas outras mulheres estavam num veículo Gol e me chamaram para ir à uma festa no bairro chamado Flamengo em Barreiras/BA. Essa abordagem suspeita tem a participação da minha ex mulher Sueli.

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Carneiro

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Foi chefe da delegacia de Seabra/BA.

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É um assediador moral. Se acha dono da PRF. Respondeu processo no ministério público por assédio moral por xingar seu subordinado, o PRF Danilo. Eu fui testemunha de acusação de assédio moral no ministério público federal juntamente com os PRFs Wellington, Magalhães e Bastos. Depois que tomou conhecimento da denúncia e nossa ida ao ministério público federal de Barreiras à pedido de Danilo fez questão de chamar um por um na sala dele pra fazer pressão, intimidar e fazer ameaças indiretas. Juntamente com ele estava o superintendente da Bahia, que esqueci o nome, mas que fora chefe da delegacia de Feira de Santana mas foi pressionado e forçado a sair do cargo. Tanto o superintendente quanto Carneiro ficaram com muita raiva da denúncia de Danilo no ministério público. Danilo estava prestes a sair da PRF pois tinha passado em concurso público da justiça da Bahia. Nunca mais ouvi falar dele.

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Como parte de sua vingança contra mim Carneiro ocultou o sumiço de um criminoso que eu e o PRF Batista prendemos numa área de mata. Prendemos o criminoso e na mesma área entregamos para os policiais civis que estavam lá. Já relatei o caso na seção em que falo de Batista.

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Mas Carneiro usou tal situação pra tentar me incriminar no sumiço desse indivíduo e usou isso em 2021 como tortura eletrônica após eu ser expulso da casa da minha mãe. Naquela oportunidade fui afastado da rodovia sem motivo, era obrigado a ficar ouvindo frases com ameaças de morte constantes justamente por causa dessa ocorrência onde alegavam que eram policiais civis da Bahia tentando me calar. Uma das frases que eu fui obrigado a ouvir foi, "não tenho nada contra você", frase essa que eu disse pra Carneiro quando me chamou na sala dele pra me intimidar.

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Ainda suspeito que Carneiro tenha queimado meu notebook que estava no nosso alojamento de forma proposital. Eu tinha saído pra correr e quando voltei já senti o cheiro de queimado no meu notebook. Carneiro estava na delegacia juntamente com o PRF Luciano. Eles não gostavam que eu me masturbasse no alojamento quando eu estava sozinho e creio que colocaram câmera nesse alojamento e por isso queimaram meu notebook da HP.

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Também ocorreu de eu precisar ligar pra Carneiro daqui de Minas Gerais quando embarcava num ônibus para ir trabalhar na Bahia. Eu estava na empresa Gontijo e o motorista do ônibus, único que eu poderia pegar pra ir trabalhar, se negou a me levar. Carneiro ficou de interceder em meu apoio e inclusive informou que estava em contato com Brasília pra saber o que estava acontecendo. Ainda me retornou a ligação e mandou eu esfregar minha carteira de polícia na cara dele pois ela continha dizeres da legislação que permitia minha prioridade no transporte. Foi uma confusão, Carneiro não me ajudou e embarquei de forma forçada no ônibus. A empresa Gontijo não me auxiliou em nada e dizia que era o motorista quem decidia se levava ou não um PRF. Por conta disso e outros problemas incluindo discussões com funcionários de empresas de ônibus optei por comprar um carro num momento em que eu não tinha condições financeiras só pra viajar pra trabalhar. Eu estava morando em Betim e tinha que trabalhar em Seabra na Bahia, mais de 1200 km de distância, tirando dinheiro do meu próprio bolso. Eu passava muito estresse e não recebia apoio da PRF e muito menos dos chefes da delegacia.

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Se deslocava para sua residência em Palmeiras/BA com a viatura caracterizada sendo que era sempre a melhor viatura, como se fosse reservada apenas para seu uso pessoal. Enquanto isso os policiais trabalhavam com viaturas com problemas diversos e a viatura boa estava na garagem da casa dele.

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Luiz Felipe

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Pernambucano. Ninguém gostava de trabalhar com ele.

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Depois foi pego com um carro com motor roubado na cidade de Itaberaba/BA.

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Antes disso furtou um veículo no pátio de veículos do posto de Ibotirama quando eu não estava presente. Não sei como ele fez mas esperou eu levar um criminoso na delegacia para tirar um dos veículos do pátio. Esse veículo deu problema na rodovia enquanto ele deslocava sentido Salvador. Para justificar e encobrir seu crime forjou um documento de apreensão desse veículo com uma assinatura de um policial civil que não existe e entregou na delegacia da polícia civil de de Lençóis. Depois disso o delegado dessa cidade ligou pra Sobrinho para questionar o envio desse veículo, quando surgiu a questão desse veículo não ter restrição nenhuma mas constava como apreendido no posto de Ibotirama. Luiz respondeu processo por isso mas não deu em nada.

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Depois disso tudo o gerente de um hotel em Ibotirama informou que Luiz havia deixado um veículo estacionado no pátio do hotel e viajado. O PRF Heber foi até o hotel e viu que o veículo era roubado e estava com uma placa falsa. Me chamou pra pegar Luiz em flagrante quando ele chegasse de viagem. Porém, a chefia e depois a corregedoria tomou ciência da situação e mandou que não fizéssemos nada. Deixamos por conta da corregedoria e quando Luiz chegou de viagem fizeram uma busca dentro do posto de Ibotirama, incluindo as bolsas dos PRFs. Alegaram ter achado a chave desse veículo na bolsa de Luiz. Enfim, fizeram tudo errado, não o pegaram em flagrante e Luiz, que é advogado e amigo pessoal de uma juíza em Pernambuco, se safou. Depois desse incidente e depois de tudo que Luiz se envolveu decidiram fazer a remoção dele para Paulo Afonso. Essa remoção beneficiou Luiz que morava em Pernambuco e assim ficou próximo de casa. Essa remoção de Luiz deixou Heber chateado e revoltado pois Paulo Afonso era a delegacia em que ele queria trabalhar e já tinha pedido remoção. Com a ida de Luiz pra lá Heber não podia ser removido. Heber era um dos PRFs que dizia que Luiz era brandido de verdade e ficava sempre de olho nele. Foi assim que Luiz foi pego por duas vezes.

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Provavelmente está trabalhando até hoje na PRF sem sofrer qualquer tipo de incômodo. Ele é ex advogado da Chesf e possui uma amiga juíza em Pernambuco.

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