Post 31 - Meu diário - parte XI- torturas - continuação
- guifsalles
- 16 de jan. de 2024
- 17 min de leitura
Atualizado: 26 de mar. de 2024
Período 16/01/2024 até 25/01/2024.
16/01/2024 - são 01h20, me acordaram. Meus olhos não param de tremer e a testa está pulsando. Fecho os olhos para voltar a dormir mas os olhos não param de mexer. Até “flashs” aparecem quando fecho os olhos. É impossível dormir assim e com essa falação desgraçada e maldita.
Logo que acordei frisaram bem, falaram devagar para eu entender, “aqui, é, da, PRF, nos, Estados, Unidos”, “você tem duas semanas”, “o Brasil inteiro tá te ouvindo”. Pergunto para quê mas não respondem. Minha cabeça dói. A tortura física e psicológica continua. Está piorando.
São 01h30, fazem teatro. Nessa madrugada está o pior casal deles. A voz feminina ficou rindo e repetindo por diversas vezes que sou o maior espírita. Ficou ridicularizando o espiritismo.
São 01h45, falam, “Tô nem aí pra seus filhos, meu amigo”, “por mim eles…”. Acho que ela falou morrer mas não entendi bem.
São 02h05, falam, “tadinho, vai morar na rua”, falado em tom irônico. Depois riram.
São 02h11, falam, “polícia civil”, chupa!”, “sabe tudo de Leonardo”, “chupa, maluco!”.
São 02h20, falam, “a conversa que tive com seu filho”.
Agora foi minha vez de falar. Dou graças a Deus por meus filhos, os mesmos que vocês estão prejudicando, de nunca, mas nunca, cogitarem ser policiais. Eles nunca vão entrar pra esse antro de corrupção politizada e acobertada pelo Estado.
São 02h29, ficaram nervosos por eu ter escrito o período acima. De repente veio uma diarreia e tive que correr pro banheiro. Sinto algo atingindo meu corpo, pois aparecem dores do nada, queimações, que mudam de lugar, atingem todo o corpo. A garganta seca instantaneamente num momento e há uma ardência próximo da glândula (gogó). Não é algo natural.
Depois que eu saí do apartamento, é o pior momento das dores. Na rua não sinto isso. Aqui no hotel tá piorando e ficando idêntico ao apartamento.
São 02h35, falam, “você tem que morrer”, “é um filho da puta mesmo”, “arruma suas coisinhas e vai pra rua”, “a polícia militar tá te esperando”, são 02h41, chupa!”, “neurocirurgião”, “capeta!”.
São 02h46, falam, “a sua mãe”, “sua mãe meu filho”, “você não sabe de nada”, “foi o Geraldo”.
Acabaram de acusar meu cunhado de ter espancado minha mãe na rua, o que foi uma tentativa de estupro. Parece mais uma tentativa de romper minha relação com minha irmã. Foi isso que fizeram com o meu pai quando brigamos. São técnicas de inteligência policial.
São 02h49, acabo de ouvir portas abrindo e pessoas no corredor.
São 02h56, falam, “o que eu fiz pra merecer isso”, diz a voz masculina.
São 03h01, falam, “Ah Salicha”, “O que fizeram da sua vida”, riram.
São 03h20, falam, “aqui não é dos Estados Unidos é da PRF de Três Lagoas”.
São 03h29, falam, “mostra seu pinto pra mim”.
São 08h44, me acordaram apesar de querer dormir mais.
Ouço um celular vibrando ao receber chamada. Coloquei o ouvido na parede e está vindo do outro quarto. São 09h54 e ele não para de vibrar. Isso tinha ocorrido no apartamento também.
Essa privação do sono tá acabando comigo. Estou sem energia, sem vontade, cansado, não acho uma solução para impedir esses demônios. Sigo do jeito que dá, apenas sobrevivendo.
São 09h55, “querem que eu pare de escrever o blog. Dizem que estou matando todo mundo.
São 10h09, falam, “a luta vai continuar”, “até você ser destruído”, “Sueli tá adorando”, “você é uma piada”.
São 10h55, um aparelho celular continua vibrando dentro da parede.
Falam que estou sofrendo uma lobotomia remota e que foi por isso que o Alisson me levou no hospício de Barbacena.
Sobre isso lembro que o Alisson acidentou-se com o GM Celta na BR 040. Agora começo a duvidar que foi ao acaso. Ele ficava reclamando muito do carro e que a empresa não trocava de jeito nenhum mesmo tendo pedido e apontado os problemas do veículo. É muita coincidência ele ter acidentado naquele local, onde as pessoas socorridas são enviadas para o hospital de Barbacena, o antigo hospício. Ainda fizemos um tour pelo museu que mostra tudo sobre lobotomia: fotos, objetos e sons das torturas disfarçadas de estudos. Já não faltam mais elementos comprobatórios de que meu cunhado Alisson está participando disso.
São 14h30, fui lavar roupa. A voz masculina disse para outra feminina que acha que isso não tá dando certo. Ainda diz, “vamos voltar com ele”. No mesmo instante já avisei que não vou voltar pra aquele ninho de cobras e quero todo meu dinheiro que fizeram eu perder e ainda danos morais, entre investimentos, veículo, plano de saúde, viagens que eu e meus filhos deixamos de fazer, compra de móveis e eletrodomésticos que não precisava eu comprar, quebra da minha relação com minha família e falta da convivência com meus pais, locais que frequentei que envenenaram as pessoas, inglês dos meus filhos, seguros e acidentes de trânsito, gastos com hotéis e restaurante que foram obrigatórios, perda de ferramentas e material de construção, gastos obrigados com psicólogos, ausência de uma namorada por estar sendo vigiado, afastamento da convivência com meus filhos, bullying, gaslightning, perda definitiva de fotos, vídeos e arquivos pessoais e familiares que fizeram eu perder, destruição de equipamentos eletrônicos devido à perseguição digital, incluindo o último IPhone, enfim, todo o cancelamento social, financeiro e sexual que sofri.
Será já tão pensando nisso?
São 19h00, coloquei dois arcos de metal na cabeça na tentativa de bloquear as vozes externas. Pareceu estar funcionando pois as vozes diminuíram o volume. Porém, quando chego próximo da janela do quarto as vozes ficam mais claras. Ainda estou avaliando essa ocorrência.
Após isso, as vozes ficaram me chamando. Logo senti uma vibração no estômago, um no peito próximo do ombro esquerdo, na região da omoplata próximo da coluna e depois uma espécie de onda que percorria todo o tronco até o pescoço. Essa onda é o pior a nível de sensação.
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Desabafo
Dias me colocou pra trabalhar numa viatura descaracterizada para fazer levantamento dos quilômetros de todas as rodovias sob circunscrição da delegacia. Não ofereceu outro PRF para me acompanhar. Não tinha alguém com arma para defender o bem da PRF, nem para sinalizar ou tomar providências caso precisasse, nem para anotar os levantamentos. Na BR 040, por exemplo, dirigi e anotei os levantamentos sozinho. Corri vários riscos de acidente e tive que ligar o giroflex interno para sinalização.
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São 20h03, falam depois do que escrevi acima, “você é doido Salicha”. Respondi, “o doido você coloca pra fazer este tipo de serviço e causar um acidente?”, “você manda um doido armado atirar?”. Ou está premeditando um resultado.
17/01/2024 - acordei por volta das 09h00. Consegui dormir porque ingeri bebida durante a noite de ontem, justamente com esse objetivo. Deu certo.
São 17h35, enquanto eu caminhava pelo quarto ao passar pelo frigobar minha perna ou pé direito deu um chute forte nesse frigobar completamente involuntário. Foi um chute forte que poderia quebrar um dos dedos do pé. O pior que já tinha acontecido antes na casa da minha mãe. Naquela oportunidade quebrei o mindinho do pé. Porém, agora, prestei atenção nesse movimento forçado.
A cortina da janela estava entreaberta e desconfiei que fora isso. Será que há algum tipo de observação minha? A janela fica voltada para sudeste, 240 graus. Com a bússola ainda notei que o frigobar está muito magnetizado.
18/01/2024 - mesma falação demoníaca o dia inteiro. Enquanto fui fazer exames com meu filho e estivemos na rua, não fui incomodado pelas vozes. Somente senti incômodos na barriga quando conectei o aparelho celular na internet.
Passei o dia ignorando esses vagabundos.
19/01/2024 - tentei dormir por volta das 23h00. Não consegui. 01h30 da manhã e eu ainda estava acordado. A falação e tremulação dos olhos não te deixam dormir. Quando consegui ignorar e dormir, jogaram no objeto no chão do quarto de cima e acordei. Em seguida a voz masculina disse, “agora ele acordou”.
Foi muita falação. Citaram um monte de nomes como Andréia, Michel, Artur, Alberto, Paula, Cida, Aline, Roberta, etc. Disseram que estão anotando tudo que converso com meus filhos, inclusive sobre o que falei como policiais sem mandado alteram configurações de aparelhos celulares e instalam softwares espiões. Ficaram nervosos com isso, mas isso foi dito enquanto caminhávamos na rua. Como ouviram? Expliquei pro meu filho porque abandonei meu carro, os monitoramentos feitos a mim pra causar sensação de perseguição, a falação dentro do veículo, a descrição do local exato onde estou como meio de comprovar que estão me vigiando, o problema no motor e as portas que foram desmontadas. Inclusive expliquei que policiais não legalistas colocam circuitos GPS nos veículos bastando afastar o alvo de seu veículo. São colocados por ímãs bem fortes e a polícia fica acompanhando o veículo. Tudo ilegal.
Mais uma noite sem dormir e sendo torturado. Vocês não tem ideia da tortura feita por essas pessoas. Forçam você a ficar falando e querem saber do seu passado. Te acusam o tempo inteiro e ameaçam prejudicar seus filhos e familiares.
Devo ter conseguido dormir próximo das 03h00 e me acordaram por volta das 07h45. Liguei a TV para ouvir menos vozes.
São 10h01, falam, “tadinho de você Salles”, “sua família toda tem capeta no corpo”, são 10h06, “esse texto seu vai provar que você é louco”.
São 16h17, uma voz masculina surgiu de repente e disse, “você acabou com a minha vida”.
20/01/2024 - São 04h00, os malditos me acordaram e já começaram a falar.
Ouvi a voz do Adilson me desejando mal. Um deles disse que era o Ezio, ex chefe de delegacia e inteligência, que estava fazendo isso comigo. Falaram sobre exames de sangue e urina do meu filho ser violado para falsificarem uma doença. Salientando que faltava uma etiqueta com o nome do meu filho em um dos tubos de coletados com sangue e no recipiente de urina, alegando que iriam colocar a etiqueta depois. Esse tubo de sangue a técnica de enfermagem do laboratório escreveu apenas o primeiro nome do meu filho. E tanto eu como meu filho percebemos que no hall de espera havia um outro jovem com o mesmo nome do meu filho. Muita coincidência. Essa técnica de enfermagem ainda ficou insistindo pra fazer o exame que identifica o sangue pra ser colocado na carteira de identidade e insistia pra eu fazer o exame também.
Colocaram música e uma mulher ficou cantando. Não consegui identificar a música.
São 06h09 e não deixam eu dormir.
São 06h56, na mesma. Falam, “você quer brincar comigo Salles?”.
Dormi das 08h00 às 09h00. Levantei e sai um pouco com meus filhos. Almoçamos na casa da minha irmã e jogamos futebol. Pude ver minha mãe e matar a saudade. Havia muita harmonia.
21/01/2024 - com os músculos doendo por causa do futebol consegui dormir. Ignorei os demônios o dia inteiro. Baixa incidência das vozes.
22/01/2024 - consegui dormir novamente mas na madrugada me acordaram com uma música e um cara gritando “Lúcifer” por muitas vezes. Voltei a dormir.
São 06h30, me acordaram falando de claustrofobia e discutindo como fazer comigo.
São 09h50, estou procurando imóvel para morar. As vozes falam, “você não sabe de nada”, “vai se ferrar mais ainda”.
São 10h15, falam, “como você vai alugar se vai ser demitido?”, “você é maluco”, “tem que morrer”.
São 10h22, a empresa responsável pelo aluguel de uma kitnet exigiu dois fiadores. Ninguém pede dois fiadores. Toda vez que essas vozes tomam ciência do que estou fazendo, eles interferem. Foi assim antes e está acontecendo de novo. Acredito que eles ligam antes de mim e assediam os responsáveis pela locação para não permitir o aluguel.
São 10h32, estão rindo e citando o nome Paula. Falam, “deixa esse menino fazer o que quiser”, “Michele!”.
São 10h38, “você não vai alugar”.
À tarde, falação do apartamento de cima. Parece que o cara que está ali com uma garota está ouvindo o que penso. Ele ri e reponde em voz alta. Mesmo eu mudando de quarto por causa disso.
23/01/2024 - Estava dormindo. São 00h14, recebi uma mensagem do meu filho. Imediatamente percebi que os demônios perguntavam e me induziam a pensar no código PIN do WhatsApp. Provavelmente anotaram e acessaram o código PIN como acontecia na casa da minha mãe. E como ocorreu no dia que Adailson, Cida e outros obtiveram acesso e eu saí falando no grupo corporativo que tinham hackeado meu WhatsApp. É assim que conseguiam acesso a vários aplicativos meus mas eu não fazia ideia. É algo parecido com indução inconsciente para que você pense e eles anotem quando suas cordas vocais pronunciarem.
Estão rindo e gritando que conseguiram acessar meu zap. Para quê querem clonar ou roubar meu WhatsApp? Vamos ver o que vai acontecer. O Adilson já tinha falado comigo, quando ainda trabalhávamos juntos, que a P2 tinha ensinado ou dito que o WhatsApp tem falhas de segurança.
São 00h22, falam, “abriu o bico direitinho”, “sabe tudo de WhatsApp”, “a inteligência só vai anotar algumas conversas”, são 00h31, “aqui não é polícia”, “bem que eu estava desconfiando”, fazem sons de desenho como, “toinnnnhhhh”, “são 00h36, “sabe de nada”, “é sua cabeça meu filho”, voz parecida da Tatiana.
Não consigo me livrar dessas vozes desgraçadas. É uma tortura. Não aguento mais. Sabem tudo que penso e conseguem me ouvir sem abrir a boca.
Estou ofegante de tão nervoso que fiquei agora ao acordar e ouvir essas vozes demoníacas dizerem que anotaram meu PIN do WhatsApp. Não tenho privacidade nenhuma. Perdi tudo. E pelo visto vou continuar perdendo. Não há uma força policial, MP, Abin ou exército que me proteja desses desgraçados. Nem um equipamento. Essa é a elite brasileira quando quer prejudicar alguém até o fim.
São 00h42, falam, “suicida que resolve”, estão rindo, “maluco é assim”, “não pode com a gente”, “acha que fizemos curso fora do Brasil pra que?”.
São 00h47, ouvi uma mulher falar do quarto ao lado ou acima, “você tá fodido”, não foi voz no ouvido. Estão aqui no hotel mesmo.
São 00h48, falam, “estou te vendo pela sua cabeça”, “é pra tirar a calcinha pra ele?”, “é bom demais”, riem, “aí meu Deus do céu”, “bom demais”, “a PM é demais”, “no Japão tem super microfones Salles”.
São 00h54, falam, “é o Vinicius mesmo meu filho”, “fedaputa”, “sabe de nada”.
Algo me que me faz tremer é o mesmo que faz com que eles me ouçam sem abrir a boca. Tem alguma coisa em mim.
Eu achava que alguém tinha acesso ao meu cofre e portanto às minhas anotações de senhas. Eu brigava com minhas irmãs achando que elas estavam tentando me prejudicar. Mas tudo era provocado por esses demônios que ouviam eu anotar as senhas todas as vezes. Assim, havia o desgaste da relação com minhas irmãs, me prejudicando e eles ainda conseguiam acesso a todos os tipos de aplicativos meus.
São 01h06, falam, “a sua ideia…”, inaudível ou não completou a frase. Xinguei e mandei tomar naquele lugar.
São 01h09, falam, Gritam, “chupa!”, “chupa!”, “você é um desastre total”, “a polícia civil é uma vergonha”, “sua bicha enrustida”, “vai se foder mais ainda”.
Levantei e estou tomando vinho para ver se durmo. Não tenho e nunca tive insônia. Minha cabeça dói no topo, como era no apartamento. Alguma coisa está me atingindo, parece que meus cabelos se mexem sozinhos.
São 01h50, ouvi uma mulher sair pelo corredor bem devagar, mas o salto a denunciava. E saiu do quarto ao lado do meu. As vozes diminuíram na mesma hora.
São 02h08, falam, falam, falam. Cansado disso.
São 02h14, chamam por Cauã, como se essa pessoa estivesse dormindo.
Dormi por volta das 02h30.
São 05h45, me acordaram com arrastamento de cadeira no quarto de cima. Em seguida foram várias batidas, como se alguém estivesse limpando.
Dormi de novo mas tive que colocar um protetor auricular. Acordei por volta das 09h30. Mas levantei cansado e sem energia. Estão focando na privação do sono desde 2021.
São 12h30, estou conversando com minha irmã pelo WhatsApp e relatando quem encontrei de novo assim que sai do hotel para almoçar. Próximo de uma viatura da polícia militar estacionada em frente aos correios encontro o amigo do Adilson e do Almeida, um técnico da ABIN de Belo Horizonte, segundo ele, perguntando se eu estou bem e porque tirei meus filhos do Number One. Respondi que foi por falta de dinheiro e despachei. Não gosto desse cara, ele estava com um sorrisinho hipócrita. Ele me cercava na porta do Number One Betim e agora tá rondando o hotel.
Ele ficava falando que os agentes da ABIN usavam telefones antigos, sem GPS e sistema Android, para não serem rastreados. Enfim, tinha o mesmo papo ruim do Adilson, que falava de falhas no WhatsApp que o pessoal da P2 passava pra ele. Coincidência de novo.
São 12h40, estão chamando por Paula, por várias vezes, voz masculina e feminina. Chamam meu nome e parecem discutir.
Tá ficando difícil.
São 12h50, ouço a voz da Sueli chamando meu nome. Não evolui nas frases, só chama pelo meu nome.
São 16h32, ouço as vozes mas estão distantes. Não é possível ouvir uma palavra.
São 17h49, chegou alguém no quarto de cima. Imediatamente arrastou uma cadeira, bateu no chão e andou batendo (socando) o pé. O barulho da pancada é idêntica ao do apartamento. Prevejo uma noite terrível. Deve ser a mesma pessoa e o hotel está complacente com isso pois sempre ficam posicionados ao lado ou em cima do meu quarto. Vamos ver o que acontece. As vozes estão voltando.
São 18h01, meu olho esquerdo dói e começaram a falar, “bandido”, estão rindo, “você sabe todas as coisas do mundo”, “rapaz”, com sotaque nordestino, “fedaputa”, riem.
Parei de fazer minha cruzadinha. Sensação ruim.
São 18h05, fui pna recepção pedir outro quarto e a atendente falou que não tem.
São 18h17, acabei de reservar outro hotel.
São 18h42, estão rindo e batendo o pé no chão.
São 18h50, acabam de bater na porta de um quarto aqui do lado. Foi muito forte. Acho que o hotel inteiro ouviu. Estão nervosos e estão aqui mesmo.
Um cara saiu no corredor gritando “cadê ele?”.
Estou ouvindo um cara reclamar alto lá embaixo.
Não deu para entender o que é. Mas outro cara deu pra eu ouvir, “tá indo embora Mano?”. Pararam os barulhos no apartamento de cima. Coincidência?
São 18h59, a puta fala, “ele não entende”.
Silêncio no hotel.
São 20h00, fui para outro hotel. Até quando cheguei no quarto não havia vozes. Depois de um tempo começou e foi ficando cada vez mais alta.
São 22h32, desliguei a TV para descansar e escuto uma voz desgraçada falando, “você é o cara mais otário que a gente já viu”, “e sua família também”, “tadinha da sua família”, “a Cida”, “a imprensa”, “a juíza corrupta”, “já tenho seu mandado de prisão”, são 22h39, “capeta”, “acabou com sua vida por causa da inteligência?”, “você é burro demais Salles”, e no fundo foi possível ouvir o cara falando, “tem que matar mesmo”.
Dia infernal. São 22h43, estou cansado por não ter dormido na noite anterior mas já estão fazendo inferno para não deixar eu dormir.
24/01/2024 - São 00h17, já me acordaram duas vezes. Continuam falando sem parar, “ele é doido”, “ele tá pronto”, “tá tudo gravado”, “você é um otário mesmo”, “sua família”, “Nossa Senhora”, “a igreja do capeta”, “sete anos”, “sua bicha”.
Está impossível de dormir. Não importa onde eu esteja, essa merda fica me acompanhando. É tortura pura e ninguém faz nada, tá todo mundo aceitando. Vozes eletrônicas não são vozes de pessoas que tem doença mental.
São 00h23, e continuam falando, “a justiça”, “Artur”, “tá pronto pra morrer”, “coitadinho”, “você vai pular igual sua colega”, “a gente vai assistir”, “vai ser demais”, “todo mundo pagou pra isso”.
São 00h38, falam, “você sabe como parar isso”, “você matou minha família inteira”.
São 00h40, falam, “Ô pai”, fala a garota, e ele responde, “Aonde esse menino vai falam que ele é doido”, “você matou todo mundo”.
São 01h48, continuam falando, “vou te expulsar da minha polícia”, “você não tem mais salário”.
São 01h55, uma mulher mudou o tom e nervosa disse, “vai tomar no seu rabo moleque”.
São 02h09, falam, “aqui é o maçom que comprou seu Vectra”, “amigo do Luiz Carlos”, “vou te humilhar publicamente”, “a Cida sabe mesmo”.
São 02h17, falam, “seu maluco”, “aqui é da Receita Federal”, “seu dossiê tá pronto”, “auditor”, “sabe nada de Receita Federal”, “seu lugar é na cadeia”, “Renato”.
São 03h33, meus olhos tremulando, minha cabeça treme. As vozes se intensificaram. Dizem que não vão parar. Falam, “chupa!”, “seus filhos estão ouvindo tudo isso”, “vamos continuar mais um pouco”, “tá divertido”, “eu nem te conheço Salles”, “Alisson”, “Alisson”, “que horror”, “isso é genético”, são 03h37.
São 03h38, falam, “já pode fazer o que o Jeferson fez”, “agora”, “cê tá fodido mais ainda”. Lembrando que o Jeferson, agente de inteligência da PRF chegou num posto da BR-040 e deu um tiro na cabeça do Scapin, que por sua vez, havia tirado sua mulher e filhos do Jeferson.
São 03h41, falam, “esse menino vai matar todo mundo”, “vamos mostrar pra ele”, “que não pode com a inteligência”, “igreja”, são 03h43, “vou chamar a PM pra você”, “nunca mais você vai voltar pra PRF”, “cadeia é pra polícia?”.
Não sei porque aqui no hotel Abba tá pior que no outro. Parece que já tinham preparado tudo pra mim. As vozes estavam baixinhas e agora são infernais. Não tem como ficar nesse hotel. O interessante é que sempre ocupam um quarto em cima de onde estou hospedado. Lembrando que o hotel fica ao lado do 4DP da polícia civil.
São 03h49, falam, “ô glória”, “a buceta da minha filha”, “sua vida”, “salvamos sua vida”, “o que fizemos da sua vida”, “você não perde por esperar Salles”.
São vaze-se todos os lados. Começaram os barulhos no quarto de cima. O vidro da janela e o colchão de molas fizeram um estalo ao mesmo tempo. Como já relatei antes, acredito que querem me matar remotamente. Só não sei se é possível, mas existem alguns aspectos que comprovam ser algum tipo de arma. Minha cabeça sacudiu sozinha, não foi só os olhos. Isso me fez acordar. Ocorria isso no apartamento em que eu morava.
São 03h57, falam, “Barbacena tinha um monte igual a você”, “basta a gente querer”, “sua família não vai fazer nada”, “é isso aí Salles”, “tá cheio de inimigo”, “Adilson tinha razão”, “P2 é foda”.
Vou abrir uma garrafa de vinho para poder dormir. Minhas costelas tremem. Enquanto isso, as vozes continuam.
São 04h04, falam, “polícia civil é corrupta”, “a PM fala isso na porta das delegacias, né Salles”.
São 04h31, falam enquanto bebo meu vinho, “puxa os IFRs da Cida”, “e diárias dela”, “aqui é inteligência”. Realmente, ela deve ser um dos PRFs que mais ganharam diárias e IFRs no estado de Minas Gerais. Sempre se ausentava quando queria, sumia e aparecia de novo. Talvez devêssemos procurar pelas viagens dela, pra onde, porquê. Tem muita gente ganhando nessa PRF. Agora construindo uma mansão em Igarapé, bem no momento que seu irmão é prefeito da cidade. Só coincidência. Mas isso não é da minha conta nem interesse. Só o assédio moral, gaslightning e stalking dela para comigo me interessa.
Dormi após às 06h30 até a camareira abrir a porta do quarto. Falta de respeito e controle do hotel. Isso foi por volta das 09h00. Ela perguntou se eu ia ficar até mais tarde e eu disse que sim. Voltei a dormir e às 11h10 ela e outra camareira abriram a porta com tudo. Acordei de novo, arrumei minhas coisas e sai desse Hotel Abba. Falta de respeito, falta de privacidade e intimidade, onde entram no seu quarto como se não soubessem que tem alguém. Nunca aconteceu isso comigo em nenhum hotel na minha vida toda. Não recomendo esse hotel em Betim.
Voltei pro hotel anterior. De novo não consegui trocar de quarto.
Já no quarto do hotel antigo já começaram as vozes demoníacas. Sai para almoçar.
Ouvi a voz da Salete do SIASS enquanto eu tomava banho. Dizia algo sobre me demitir e nunca mais ficar com uma mulher.
São 14h19, falam, “mostra seu pinto pra mim Salles”, “tá muito enganado se acha que a gente vai ceder”, “só quando você se ferrar”, “a Sueli espera isso”, “o Madu também com a polícia civil”.
São 14h28, falam, “você vai acabar num CERSAM”, “a Sueli tá te esperando”.
São 23h39, ignorei as vozes durante a tarde e noite apesar de ficarem falando. Falam, “imbecil”, “a luta continua”, “rapaz”, “fedaputa”. Vou tentar ignorar. Estou muito cansado.
Fui dormir.
25/01/2024 - Acordei por volta das 06h20 com uma falação baixa. Fui ao banheiro e voltei a dormir. Só fui acordar de novo por volta das 09h00. A falação continua apesar de estar baixa. Falam que sei todas as coisas do mundo e que tenho que ser torturado e receber apoio psicológico. Ouvi alguém chamar por Márcia e falar que o Samuel é muito inteligente.
São 10h05, meus olhos e cabeça começam a doer. Coloco a mão e braço na frente e a dor para. Em 2021 isso era muito frequente. Está voltando. Meu Deus.
Continua a falação. Não audível.
São 10h28, fui trocar de roupa e no mesmo instante uma mulher falou, “olha o pinto dele gente”. Como sabem que tirei a roupa? Perdi minha intimidade. Estão me vendo. Falei que estava calçando o tênis e a mulher disse, “tênis não Salles, a bermudinha”. Riram muito na sequência. Como sabem?
São 11h50, andando na rua um cara vira e fala, “a anestesia que a médica te deu”, então respondi, “vai tomar no seu cu sabe tudo”, “nunca precisei tomar anestesia. É assim Salles que a inteligência obtém informações.
São 11h59, falam, “você não matou ninguém não né Salles?”.
São 12h33, falam, “sua família inteira vai morrer”.
São 14h35, acabei de ver uma reportagem no jornal Hoje sobre monitoramentos ilegais feitos por policiais federais na ABIN. Finalmente estão fazendo alguma coisa.
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Desabafo
Mas eu continuo sendo monitorado, não só pelo celular como de outra forma, mais vil, terrível, humilhante, danosa à saúde e que vem destruindo minha família. Ainda aguardo que essas pessoas paguem pelo que estão fazendo. Tudo é ilegal e sem sentido. Estão utilizando recursos do Estado para cancelar pessoas a mando de policiais corruptos.
E o pior de tudo é que virou moda no Brasil perseguir, prejudicar e até matar pessoas. Quando ocorre ao nível da plutocracia os problemas são resolvidos rapidamente e os responsáveis são punidos, mas quando ocorre ao nível dos menos abastados, demora, não há limite, ninguém diz nada, e a vida vai sendo sugada paulatinamente. Como eu queria ser parente de algum ministro do STF, com certeza eu não teria sido torturado por tanto tempo.
E se existe algum software espião no meu celular ninguém se prontifica a dizer ou impedir que continue.
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São 15h18, estou deitado vendo TV e fazendo uma cruzadinha. Ouço alguém mover móveis no quarto de cima. Imediatamente minha barriga começou a fazer barulhos e a doer. Tive que levantar. Pararam os barulhos.
Passei a tarde ignorando esses vagabundos sem serviço.
Dormi por volta das 23h58.