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Post 36 - Meu diário - parte XIV - torturas - continuação

  • guifsalles
  • 22 de fev. de 2024
  • 28 min de leitura

Atualizado: 1 de mar. de 2024


Período 17/02/2024 até 29/02/2024.


17/02/2024 - são 07h00, já estou acordado por conta das vozes tem alguns minutos. A tortura continua.


Falaram o de sempre, nomes, luta continuar e etc.  Mais do mesmo. Não saem dessa.


Disseram que arrumaram uma atriz para convencer minha família que fiz alguma coisa errada. Voltaram com a estória de morte de PM.


Pelo amor de Deus, o quê eu tenho a ver com esses demônios? Se morreu o problema é deles.


São 07h31, tem mais um cado de coisas pra contar. Afinal, se não posso dormir e ainda ficam me torturando por nada, nada melhor do que atender as reivindicações deles de saberem da minha vida. Desde que fui afastado e me obrigaram a fazer terapia, o único intuito era me ouvir contando sobre minha vida. E continuam com o mesmo desejo, saber das coisas que aconteceram na minha vida para tomarem uma providência. Sigamos com essa invasão de privacidade e intimidade. São 07h34.


São 08h26, falam, “nada que você fala faz sentido”.


Passei o restante do dia ignorando esses demônios. Falação baixa. Dormi com protetor auricular uma parte da noite.


18/02/2024 - acordei a madrugada inteira. Havia falação chata. Levantei por volta das 09h00.


Fui almoçar e quando voltava falaram, “aqui é da Biquinha”, “você é veado”, “não quer comer a amiga do Leonardo?”.


Notei que alguma coisa mudou, mas não sei o quê. O barulho no ouvido continua, então sei que não acabou.


São 13h43, uma mulher diz, “e a Sheila, Salles?”.


Corruptos, achei que tinha sumido essas desgraças quando resolveram aparecer de novo. Tem dedo da Andresa aí, porque fiquei com uma garota da Biquinha próximo da casa da minha mãe e que é amiga da minha irmã.


Parece que trocaram as pessoas que estão fazendo isso comigo. Tão falando que estou com o capeta no corpo.


São 14h00, “tá difícil demais”, “a Cida tentou matar ele mas não conseguiu”, diz uma mulher, e um cara fala “que bacana”.


Então falo, “Tá gostando de torturar né seu vagabundo?”.


São 14h11, alguém está no apartamento de cima. Assistindo o SBT, a tv ficou travada por vários segundos.


Tarde com vozes baixas. Estou ignorando. A noite será difícil.


Fui dormir por volta das 23h10. Me acordaram diversas vezes. Não tenho paz. Não posso dormir. Continua a tortura.


19/02/2024 - são 01h00, acordei babando e com dor entre os olhos. Está doendo bastante. Gases na barriga, dor nas costelas, dor no dente e gengiva. Minha arcada superior dói. Não param de falar, não dá pra dormir, então vou registrar o que estão falando.


São 01h10, “se fizer o raio X você não vai achar nada”, “você é maluco agora”, “o Adilson tinha razão”, “por isso a Tatiana falou que você ia ficar sozinho”, são 01h13, e falam.


São 01h15, “você vai matar pra gente”, “você não volta nunca mais”, “a Cida é quem manda”, “terrorista”, estão gritando, “a inteligência não erra”, “você já era”, “porque não fez o raio X?”, são 01h20, “sua família já era Salles”, “seus filhos já eram”, sua mamãe já era”, “vamos matar seu pai”.


São 01h25, falam, “você não tem culpa da Sueli ouvir a Sônia”, “ele não é seu filho”, “é neto do Donizete”, “já viu as espinhas dele?”, “corno manso”, “bicha”, “agora você é maluco”, são 01h30, “a gente sabe”, “nenhum é seu filho”.


São 01h40, “a maçonaria de Betim te odeia”, “a prefeitura te odeia”, “você não vai falar nada da gente”, “porque a Sônia ficava falando com você?”, “pensa”, são 01h46, “maluco”, “Mateus!”, “ordinário”, “meu Deus do céu”, “ô Cida”, por duas vezes, “mostra seu pinto pra mim”, “você acabou com sua vida rapaz”, são 01h49, “você não sabe quem tá falando?”, “morre logo”, “é a Tatiana”, riem, “Salicha”, são 01h51, “te matamos”, “eu te amo Salles”, “doutor!”, Gustavo!”, “sua vida tá por um triz”, “sabe porque o Paulo tá corregedoria?”, são 01h54, “tem remédio pra você dormir”, “eu passo mal de tanto rir”, são 01h56, “chupa!”, “sua vida”, “você tá perdendo tempo na vida”.


Estou calado, são 01h58, “olhe o que eu fiz com você”, “maluco”, “você não presta”, “pagaram pra fazer isso”, “todo mundo tá com medo de você abrir a boquinha”, “chupa”, “ninguém vai acreditar em você”, “sabe o que P2 faz né Salles?”, “maluco”, são 02h05, “matamos vários da sua família”, “é só apertar um botão”, “ele acha que eu sou P2”, “é doença”, “sua família tem uma doença”, “Mateus!”, “professor!”, “que maravilha”, “tem mais gente falando com ele”, são 02h09, “ordinário”.


Tentei ignorar e voltar a dormir.


São 02h17, “eu tô no outro quarto”, “Guilherme”, “a comunidade científica”, “experiência da polícia civil”, “seu exame”, “seu exercício de investimento”, são 02h20, “falou tudo que eu queria ouvir”, “Musk”, “cobaia”, “o que eu fiz pra merecer isso”, são 02h22, “ele pensa que está postando tudo na internet”, “difícil”.


São 02h34, “aqui sou eu mesma”, “ordinário”, “Sueli”, “você tá pagando”, “vou te acusar na justiça”, “esses são meus amigos do CERSAM”, “maluco”, “consegui”.


Mais cedo meu filho falou que a mãe não estava em casa, que estava jogado, passando mal e a irmã dela, Ivone, não queria cuidar dele, nem quis ir no supermercado. Se ela está trabalhando, com certeza é ela. Tem palavras que só ela fala. Por isso que ela não tem questionado pensão ou reclamado de alguma coisa como fazia antes. Parece ser a maior beneficiaria disso tudo, pois se eu for considerado maluco, todas as traições dela serão mentira e o Adilson nunca terá ido na minha casa visitar ela. Entre outras coisas. Lembrando que ela não reclamou quando eu disse que perdi todas as fotos e vídeos dos meninos, não há mais nenhuma foto. E no WhatsApp ela manda eu me tratar. Tá aparecendo a verdade. A única pessoa que me chama de ordinário sempre foi a Sueli. Enquanto ela se diverte com essa tortura, os filhos dela ficam jogados em casa. A responsável pelo sumiço do meu HD também foi ela. E eu ter sido dopado na minha própria casa também foi ela. Não é inteligência artificial.


Calaram a boca enquanto escrevia esse texto acima.


Continuem falando demônios. Agora não querem não? Estão calados.


São 02h48, falam, “vou chamar a polícia pra você”.


Tive que beber até por volta das 04h00. Daí consegui dormir e ignorar as vozes.


Só acordei por volta das 09h00 com a falação. Fiquei de preguiça na cama ouvindo essas porcarias dessas vozes.


20/02/2024 - São 00h09, o idiota quer bater papo. E umas vagabundas ficam falando nada com nada. A tortura continua. Falaram de estarem a favor de Israel matar o povo palestino e tomar as terras.


São 00h35, alguém chegou no quarto de cima.


São 00h39, e a falação não para. Falam, “você não pode dormir, Salles”.


São 00h49, falam, “Mato Grosso do Sul”, “o Arthur é de lá?”, “foi a polícia civil que desenvolveu esse sistema”.


Madrugada acordando e dormindo, rolando na cama com vozes falando. Não dá para relaxar. Sensação horrível nos olhos.


São 07h35, batidas de porta e gritos me acordaram. As vozes estão distantes, baixas. Mas a introjeção de informações na cabeça me fazia “sonhar”, alguém falava que tinha câmeras escondidas em tomadas para me filmar.


Tarde com vozes baixas e com a mesma falação de sempre.


São 17h00, começaram os problemas. Arrastamento de móveis em cima e minha barriga começa a doer e a fazer barulhos. Estava procurando apartamentos para alugar enquanto as vozes dizem que não vão deixar eu alugar nada. Desisti de olhar.


E a noite começa. A falação inicia e deve ir até de manhã.


São 22h25, falam, “você não sabe de nada”, “nós é que sabemos”, “Governo da PM é que sabe”, são 22h28, “a buceta da minha filha…”, não completam a frase. E filha de quem? Falam nada com nada.


São 22h30, acho que vou tomar uma cerveja pra ignorar essas vozes e dormir.


21/02/2024 - São 07h30, acordei com barulhos de batidas de portas e pessoas conversando, fora as vozes que não param um minuto sequer.

E continua tudo como antes. Nada muda. O Estado se omite e as torturas continuam.


São 09h17, acabei de conectar meu celular na internet 4G, logo em seguida veio um barulho alto na barriga e tive que correr pro banheiro. Foi uma explosão no vaso sanitário. Se isso for normal pra alguém me avise. Não é de hoje que vejo relação do celular com o que venho sentindo. Mas não sei como funciona. É tortura pura. Desliguei a internet. E também voltou a falação mais alta que estava bem baixa. Coincidência de novo.


Nesse ínterim ignorei os vagabundos ociosos. A voz masculina é muito parecida com a do Adilson.


São 16h48, mantenho o celular desconectado da rede 4G. Enquanto redijo esse texto e afirmo que existe alguma relação do aparelho com as dores que sinto, as vozes reclamam e me provocam uma dor fortíssima na minha barriga com barulhos e gases subsequentes. Ou seja, foi só falar que eu estava bem que consegui atingir o brio deles.


São 20h15, a falação não para. Ouço risos mas não entendo o que falam.


São 23h27, não consigo dormir. Olhos tremendo a medida que essas vozes falam. E não param de repetir as asneiras de sempre. Nem vou ficar registrando as falas pois é o que mais tem nesse Blog. Estou também com a garganta seca e tosse seca.


22/02/2024 - acho que consegui dormir à noite. Vozes baixas pela manhã.


São 09h10, fui ao banheiro e começaram a falar, “aqui é a inteligência artificial”, “sabe da sua vida inteira”, “você vai morrer”.


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Desabafo


Lembrei que em 2021 recebi a visita da Maria Chaves no meu apartamento com um dos filhos dela. Ela dizia que estava preocupada comigo e olhou o apartamento inteiro enquanto o filho ficou sentado na sala. Naquela oportunidade eu disse que não estava bem devido a vozes e música vindas das janelas que diziam que tinham colocado alguma coisa no meu “cu”. Ela riu e perguntou se eu desconfiava de alguém. Disse que eu não sabia mas que poderia ser o condutor do Camaro de Pará de Minas que eu tinha multado.


Tive a impressão que ela estava fazendo uma vistoria no apartamento pra ver o trabalho que fizeram para instalação dos equipamentos que me torturavam.


Quanto ao dia da multa do Camaro tanto ela como Paulo e Tatiana compareceram ao local devido ao condutor estar alterado. Dizia que era empresário rico, que tinha a PM na mão dele na cidade de Pará de Minas e que não aceitava que seu veículo fosse recolhido por causa de pneus porque era influente. Depois que o seu veículo foi removido do local, acompanhado também por seu advogado, começou a ameaçar dizendo que aquilo não ficaria assim e ainda falou sobre demissão e processo.


Mas eu só falei isso pra Maria Chaves no apartamento porque imaginei que seria uma pessoa que poderia me ajudar, já que era minha chefe de equipe e da inteligência da PRF. Dela não veio nenhum tipo de ajuda, nem da inteligência. Na verdade não recebi nada de ajuda de ninguém. E uma das coisas que mais ouvi das vozes foi que eu não voltaria a trabalhar na PRF.


Esse indivíduo corrupto ameaçou, diz ter muito dinheiro, diz manipular a PM e parece ter mais credibilidade que eu, que sou pobre, não tenho bens, não manipulo nada nem ninguém e ainda sou desacreditado pelos meus pares.


Infelizmente essa é a PRF de verdade, nunca apoia seus policiais mas persegue. Dentro do órgão é visível como um policial critica o outro, difama o outro, prejudica o outro, como em um ninho de cobras que engolem umas às outras. Como não sou uma cobra como eles, fizeram tudo isso comigo, afinal, pobre sem advogado e família, tem que se foder mesmo. Até o auxílio do sindicato me foi negado.


Ainda destaco uma outra situação. O dia que eu e Adailson fomos informados por dois P2 de Pará de Minas dizendo que uma Van que tinha acabado de passar era roubada. Essa situação já relatei aqui no Blog, eu acho. Naquela oportunidade recuperamos a Van e carga de temperos sem a ajuda desses caras da P2, que sumiram. Interessante citar que naquele dia após a ocorrência eu ouvi uma voz dizendo que nós tínhamos atirado nos garotos deles e que eu ia sofrer as consequências.


Imagino que isso poderia ter sido armado da mesma forma que outras situações também foram. E só não prendi um deles porque o Adailson me gritou e me deslocou do encalço do meliante que havia entrado numa casa.


Essa ocorrência me deixou com a pulga atrás da orelha e lembrei da frase daquele condutor do Camaro, de ter a PM na mão dele porque ajudava os caras.


E demonstra que eu já ouvia vozes tentando me questionar, me reprimindo, isso dentro de viatura da PRF, há mais tempo que eu imaginava. Essa condição pode ter interferido nessa ocorrência e em outras, já que nunca tive conhecimento de estar sendo monitorado eletronicamente e ainda sendo sugestionado inconscientemente a fazer determinadas coisas.


Olhem como isso é grave, tentar manipular um policial armado expondo pessoas aos interesses escusos de pessoas corruptas que detém essa tecnologia. Se desse algo errado eles não iriam aparecer. Mas deixo registrado mais essa aberração das inteligências. Corruptos!


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São 12h20, as vozes continuam. Noto a ausência do homem e ouço duas mulheres.


São 14h57, continuam falando. Durante esta semana está pior à noite do que de dia.


São 16h56, um homem fala, “vai com Deus Maracanã”.


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Desabafo


Lembrei de outra situação provocada pelas vozes. Enquanto estava sem um lugar pra morar e por isso decidi ficar no meu carro até resolver a minha situação, gostava de ir almoçar no Bar do Tcha Tcha Tcha de um velho conhecido, o Du.


Aconteceu pouco antes do meu carro apresentar o problema no motor e eu ficar sem carro. Fui almoçar no bar do Du e quando saí dos fundos do restaurante vi um indivíduo estranho conversando com o Du. Paguei e fui embora. Quando cheguei no meu carro uma das vozes disse, “tem alguém que vai falar com você”, e então ouvi a voz do Du que disse, “não quero que você volte aqui, você não é bem vindo aqui”.


Naquele instante decidi não ir lá mais e não voltei. Não parecia uma gravação. Mas lembrei daquele indivíduo que estava conversando com o Du, parecia policial, que se calou quando cheguei. Deixo mais isso registrado pois foi mais uma tentativa de criar uma perseguição para dizer que tenho uma doença mental.


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São 17h11, dizem, “não adianta você anotar isso”, “ninguém vai acreditar”, “maluco”. Acabo de sentir dores na bacia. Ontem próximo desse horário senti dores na barriga mas agora foi em outro lugar. Coincidência, dirão os céticos.


São 17h26, uma mulher diz, “chupa!”, por três vezes. O cara do quarto do lado chega e bate uma cadeira três vezes.


Estava assistindo TV e fui dormir após o jogo dos Mavericks e Suns.


23/02/2024 - Não olhei o horário mas eram as primeiras luzes do dia quando acordei. Percebi que já havia gente conversando e portas batendo, então coloquei um protetor auricular e já voltei a dormir.

São 09h15, acordei. Posso dizer que dormi bem. Mas assim que acordei já comecei a ouvir as vozes que falavam, “acabou”, “maluco”, “maluco”, “capeta”.


As vozes estão bem baixas mas o barulho no ouvido não para.


São 09h40, falam, “chupa!”, “perdeu tudo”, “chupa!”, “volta pra casa da sua mãe”, “eu te amo Salles”.


São 12h52, liguei o celular no Wi-Fi. Imediatamente senti dor na barriga. E um doente mental de verdade, um stalker, disse, “sabe nada essa porra”. Voltaram as vozes.


São 18h28, me chamam de vagabundo e tenho que correr pro banheiro.


Deixo registrado que por coincidência com a greve da polícia civil as vozes tem estado bem baixas. Tem alguns dias que está assim.


Restante da noite tentei ignorar ao máximo.


24/02/2024 - voltaram com tudo. Vozes baixas mas voltaram a falar sem parar. Acordei a madrugada toda, fiquei com os olhos tremulando e tive que ficar ouvindo esses vagabundos.


A propósito, minha internet renovou hoje. Até ontem eu estava sem internet da operadora. Daí voltaram com tudo esses estupradores de mentes. Isso demonstra, mais uma vez, que é eletrônico e não da minha cabeça. Ou será a greve na polícia civil?


São 10h56, “vou tirar o resto da sua vida”, “já que você não quer morrer”, “nunca mais você vai expiar o Adilson”, “aqui é o Adailson”, “te fodi demais Salles”, “era tudo mentira as estórias”, são 11h00, “a gente quer ouvir mais da sua vida”, “fala da sua família”, fala da Bahia”, “tinha muito assédio lá?”, “tem trinta anos que sigo você”, “sei tudo da sua vida e da sua família”, “vou te denunciar”, “vocês vão perder tudo”.


São 11h30, enquanto almoço disseram, “você vai perder sua vida”.


São 12h11, “a Cida anotou todas as suas senhas”.


São 18h42, tem dois caras conversando no corredor. Um está hospedado do lado. As vozes sumiram. Tô chamando o homem e não aparece.


São 18h45, não responde o cara. Dá pra ouvir uma mulher falando ao fundo mas o cara sumiu.


São 18h49, sumiu o indivíduo.


São 19h03, sumiu o cara. Será que tá bêbado?


São 19h32, falam, “era a gente no apartamento”. Lembro de quatro pessoas, um casal mais velho é um casal jovem. São os mesmos que falavam naquela época no apartamento. Quem morava em cima era Gleisson e Adriana, sua filha e o namorado dela. Tinha um menino que gritava também, muito semelhante ao que aparece de vez em quando falando baixo. Não sei se estou certo mas é muita coincidência. Eles se mudaram de lá e depois entraram o trio de jovens. Lembro da voz desse cara pois ele era o mesmo que conversava com o Moisés e o Ranieri nos primeiros dias das vozes no apartamento. Deixo registrado porque parecem alternar pessoas nas torturas.

E continua.


São 22h29, falam, “você vai ser acusado de ter roubado a prefeitura”, “a Cida já investigou tudo”, “você é o único pobre sem família Salles”, “é divertido brincar com vocês”, e mais cedo disseram, “estupramos seu filho várias vezes”, “você vai se ferrar”, “vem mexer com a gente”.


São 22h35, “você é o único PRF que não suicidou”.

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Desabafo


Aproveito para deixar registrado que nunca atentei contra minha vida. Caso tenham dito o contrário já é parte do plano deles de me condenar a ser doente mental, porém, não tenho doença alguma.


Me sinto preso no hotel propositalmente. É como se tivessem fazendo tudo pra eu chegar no local que eles planejaram. Não consigo sair porque não consigo respostas dos anunciantes dos imóveis que tenho interesse em alugar.


Deixo registrado que meu carro, hoje no pátio da polícia civil, depois do acidente de 2018 apresentava alto consumo de combustível. Ele foi todo mexido enquanto permaneceu na concessionária REAUTO em Contagem. Me enrolaram até o dia que fui buscar na loja de Betim. Saí da concessionária e já estourou o sistema de arrefecimento. Mesmo depois que consertaram o problema, desmontando todo o painel segundo eles, o carro nunca foi o mesmo.


Depois levei o veículo pra revisão várias vezes em concessionária da Volkswagen, mas nunca acharam um problema, até que em 2023 o motor parou um cilindro. Deixo registrado que foi na concessionária da VW, onde trabalha o amigo do Adilson, que foderam meu veículo. A fábrica nem imagina o que acontece nessa concessionária REAUTO. Até o irmão da minha ex mulher já tinha me dito que lá não prestava, que a carta de consórcio dele foi subvalorizada e ele teve que pegar um carro inferior ou mais barato. Tem alguma coisa em Betim, algum tipo de corja que prejudica as pessoas propositalmente. E o acidente com meu veículo, no bairro Ingá, onde a condutora Jacinaira colidiu o seu veículo no meu, foi totalmente forjado. Insisto nesse ponto porque realmente foi premeditado e proposital. Inclusive sabiam onde eu estava porque monitoravam meu celular, como acontece hoje. Um crime que a polícia civil e PRF não querem investigar. Porque será?


Nunca mais compro ou faço negócios nessa concessionária. E recomendo que ninguém compre veículos nesse local. Inclusive meu carro dado de entrada foi muito subvalorizado para levarem vantagem. Fica a dica. Não sou o único a deixar de comprar em Betim para ir comprar em Belo Horizonte.


Hoje meu carro se encontra num pátio da polícia civil, depenado, porque além do problema no motor que não tinha força para mover o veículo, as vozes diziam que tinha drogas escondidas dentro dele e que a polícia militar ia achar para me prejudicar. Fui obrigado a deixar o veículo numa comunidade mais pobre porque não aguentava mais a falação de drogas no meu carro. Afinal, não sou traficante e não uso drogas. E até ontem era policial que combatia esse tipo de ilícito. Perdi um carro no valor de R$ 82.000,00 pra esses demônios, que já tinham falado que eu perderia tudo. Foi o famoso assédio financeiro que só existe pra mulheres, para homens não existe, mesmo que seja praticado por sua ex mulher em conjunto com pessoas desafetas dentro e fora da polícia.


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São 23h25, falam, “a maconha continua no seu carro”, “tem gente nossa no hotel”, “tem equipamento pra te causar câncer e você morrer”.

Ouço apitos nos ouvidos.


25/02/2024 - São 00h18, dizem, “é assim que funciona a inteligência”.


São 02h20, me acordaram e falam, “o Salles foi exonerado”, “entendi tudo de inteligência”, “aqui é polícia civil, porra!”, “eu te amo”, diz uma mulher ao homem.


Acordei várias vezes à noite. E de manhã, tive que colocar um protetor auricular.


Tarde com vozes. Não param. Chamam por vários nomes como se estivessem conversando entre si. Falaram Renato, Artur, Paula, Marcela e Janaína.


São 22h53, “se você falar da Hermes Pardini eu te mato”.


26/02/2024 - fui dormir após 00h30.


São 04h00, “a imprensa tá vendo que você é doido”, escuto um apito agudo no ouvido esquerdo, meus olhos começaram a tremular. Não consegui ignorar e voltar a dormir. Ficam falando que me amam. Logo associei à igreja juntamente com a polícia e eles responderam, “é isso aí Salles”. Mal consigo ler a tela do celular. Começaram os gases na barriga de repente.


Tive que correr pro banheiro. Voltei pra cama e começaram a falação sem sentido.


São 04h24, “a luta continua”, “Paulo”, “eu te amo Salles”, ditas por várias vozes diferentes, “você carrega meu coração”, “otário”, “sua vida é minha agora”, tem várias vozes falando, são 04h24, “ouço um pássaro preto piando”, “nossa senhora”., “eu adoro isso”, diz um homem, “tá pensando que é…”, “nós somos negros Salles”, são 04h30, “sabe de nada”, “esse menino”, “sete meses pra você virar maluco”, “você vai ter outra vida”, “Guilherme”, “se fodeu”.


São 04h34, ouvi uma voz semelhante a um dos psiquiatras do SIASS quando me entrevistaram e queriam saber como funcionava esse sistema.


São 04h35, uma mulher diz, “mostra seu pinto pra mim?”, outra é a voz igual a da Cida dizendo, “tá doido pra apanhar né Salles.


São 04h38, “minha buceta tá quentinha”, “eu acho que ele vê espírito”, “maluco”, riem, aqui a gente zoa espiritismo Salles”, “a Cida não é espírita”, riem, “que eu fiz pra merecer isso”.


Toda noite é essa tortura. Mais um dia de privação do sono. Não cheguei a dormir três horas.


São 04h43, “o que a gente faz com esse cara”, “hum, fascinante”, “capeta”., “você sonha?”, tem uma mulher falando ao fundo mas está inaudível, “é a voz da Sueli mesmo”, “ela está aqui”, são 04h46, “vai morrer Salles”.


Vou ignorar esses demônios vagabundos. Não tô enxergando direito. Tá tudo embaralhado.


São 05h19, não é possível dormir. Ouvi até música de igreja.


São 06h02, uma mulher diz, “sabe tudo que tá acontecendo com o Gabriel”, “ele foi assediado e você nem sabe”, “como ele tá na escola?”, “cadê a mãe dele?”.


São 06h05, ouço a voz do cara da Fiat, antigo vizinho de cima no apartamento do Filadélfia, “ele diz, “a luta vai continuar”, “até você morrer”, “sabe nada de igreja”, “aqui é da polícia federal”.


São 06h07, “meu filho, para com isso”. Repetem essa frase sem parar fazendo menção de que eu que tenho que interromper essa merda. Fazem parecer que estou num tipo de teste ou desafio.


Vejam o tipo de brincadeira deles, que já tirou tudo que eu tinha e agora tiram dos meus filhos. E tudo começou com a ex mulher, onde será que isso vai parar? E minha família não acredita ou está sendo ludibriada ou está sendo ameaçada.


Já vi minha irmã caindo na cozinha de repente, minha mãe dizendo coisas que só agora parecem verdade, meu pai cair também, e ainda ouvir desses demônios que estão fazendo isso com minha família. Não duvido. Mas existe tecnologia que faz a pessoa sair de si e desmaiar, assim?


Tem coisa muito errada aí e ninguém faz nada. As únicas pessoas que sei que odeiam minha família são a ex mulher, o Vinicius e os vizinhos. E talvez a família da Adriana e o Alberto da ADESG, embora estes não tenha contato faz tempo.


São 11h35, estou almoçando e essas vozes não param. Meu celular está em modo avião. Um pouco antes disseram que é a turma de psicologia do Mateus que está fazendo isso comigo.


São 12h00, um cara diz, “você é burro demais”, “você vai responder pelo que escreveu”, “não é Mateus?”.


São 13h02, acabo de gravar um alarme que soa todo santo dia nesse horário. Não sei de onde vem o som. No início da gravação o microfone do celular está virado para mim e depois aponto na direção do final do quarto e depois para o ar condicionado. É irritante.


São 14h42, as vozes presenciam uma discussão minha com minha ex mulher. Depois da discussão começam a falar que a ex está certa e que sou maluco mesmo, por isso estão me monitorando. E ainda dizem que são policiais militares. Falam que não vou fazer nada com ela porque sou monitorado.

Para mim são PRFs que estão agindo assim. Não descarto que deve haver outras forças policiais nessa tortura.


São 17h39, dizem, “rato”, “rato”.


Já tive um colega de apelido Rato, da guarda municipal de Betim, deve ter trabalhado com o Adilson lá, mas não sei se ele estaria fazendo isso.

Outro seria o Diorato, PRF que foi pra Poços de Caldas e que metido a pastor da igreja Deus é Amor. Ele é o contrário do que deveria ser um pastor de Deus. Já falei dele aqui então não quero falar de novo. Depois que fui afastado ele e Dias pediram remoção para outras delegacias.


Deixam no ar para eu ficar pensando e imaginando porque alguém quer me prejudicar.


Na parte da tarde chega alguém com uma mala com rodinhas e se instala no apartamento do lado do meu. O que é uma coisa normal em aeroportos e hotéis, não é para mim, pois era assim no apartamento do Filadélfia na época das piores dores no corpo. Alguém chegava com uma mala antes de eu sentir dores e sempre saía quando eu me dirigia pro banheiro pois era impossível segurar. Muitas vezes eu ficava com dores na bacia e costelas e não conseguia levantar. Naquela oportunidade meus vizinhos eram Gleisson e Adriana e tinham um carro Corolla branco emplacado no Amapá.


Assistindo TV e fazendo umas cruzadinhas me distraíram um pouco.


São 23h50, estou indo dormir. As vozes estão baixas.


27/02/2024 - São 05h42, acordei com gente falando sobre ratos e a sensação de ter um rato embaixo de mim. Era um som e movimento vindo da lado do estômago. Depois que acordei os vagabundos dessas vozes começaram a falar que é minha irmã e tem um demônio em mim. Tive que registrar pois eram eles os demônios falando na minha cabeça. Já tinham me acordado mais cedo mas tinha ignorado e voltado a dormir.


São 05h50, falam, “você acabou com sua vida”, “a igreja vai matar o capeta”.


Quem acabou com minha vida são os desgraçados por trás dessa tecnologia de tortura, que ficam falando num microfone sem parar.


Tive que ir ao banheiro. No banheiro as vozes sumiram por um tempo.


São 06h00, falam, “Anderson”. Mais um dia de privação do meu sono. Cansado por não ter dormido direito ontem. Isso não acaba. Lembrando que discuti com a ex mulher ontem pelo WhatsApp sobre o que ela está fazendo com nossos filhos. Parece vingança.


São 06h09, uma mulher chama por Mateus.


Deixo registrado que meu celular, apesar de não ter restrição, não consegue escrever certas palavras com base no dicionário, como: desgraçado, vingança, bosta, cocô, pinto, perereca, imbecil, etc. Aliás nunca funcionou e lembrando que liguei na Apple logo depois do problema de senha do aparelho e uma mulher disse que não era possível, por exemplo, sumir com os cliques nos teclado virtual.


São 06h18, “você afundou sua vida por causa do Paulinho”, diz uma mulher. “Sabe de nada essa porra”, fiz um cara. E não param, não parece inteligência artificial, são pessoas. São 06h20, “imbecil”, “há muitos anos que eu…”, e um cara imitando voz de mulher diz, “ô Salles, rápido”.


São 06h29, sinto incômodos na virilha e testículos. Coloquei a perna na frente e parou. Logo senti dores e movimentos estranhos no joelho e perna. Algo faz minha perna tremular, não é muscular, parece vir de cima. O que ocorria no apartamento agora começa no hotel. Anotei sobre isso ontem e vou continuar anotando.


São 06h33, falam, “capeta”. Vou evitar de conectar o celular na internet. Sempre fica pior. Parecem desesperadas essas vozes.


São 06h52, ouço um pombo falando. Ele fala, “eu venci, eu venci”. Já tinha gravado antes e ocorria no apartamento, são várias frases diferentes. Não são sons típicos de um pombo.


São 06h55, ouço um cara reclamando, parece vir das paredes, mas não entendo o que fala. “Que medo, horripilante, acho que vou sair correndo”, disse eu a ele.


Falaram a manhã toda.


São 12h30, não há limpeza nesse horário no hotel mas alguém está arrastando móveis em cima. Comecei a sentir dores. Parece brincadeira mas não é.


São 15h00, a dor piorou. Já mudei de lugar dentro do quarto mas não para. Sinto uma dor forte no olho direito, ouvido direito e cabeça do lado direito. Tomei mais água do que o normal. Dengue em metade da cabeça eu nunca ouvi falar. Estou acompanhando.


Parece retaliação por ter pensado em escrever sobre o Alberto. Na volta do almoço vi um amigo dele do cartório João Lara que me viu, fez um movimento de surpresa negativa com a boca e não me cumprimentou. Logo lembrei dos dois e principalmente do Alberto, que já foi citado no Blog mas ainda não tinha falado dele, que é peça chave nisso tudo que está acontecendo desde 2002.


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Desabafo


Alberto, ADESG e projeto com patente.


Conheci o Alberto em 2003 na Prefeitura de Betim. Ele já era amigo do Cristiano e Kleber.

Supostamente fora lá para me conhecer pois ele tinha a necessidade de um técnico em eletrônica para desenvolver um projeto de estacionamento inteligente.


Fomos apresentados e tomei conhecimento do projeto dele. Inovador e inexistente no mundo. Ele disse que a patente já estava em curso de avaliação mas levava tempo. Eu acabei aceitando ajudá-lo apesar de não ser técnico em eletrônica. Ele disse que não tinha capital para investimento mas que queria ir testando algo, talvez um protótipo, que ajudasse a visualizar algum tipo de funcionamento.


Segundo ele, um tempo depois recebeu uma proposta da Itautec de cerca de R$ 2.000.000,00 pela patente. Ele disse que recusou pois sabia que o desenvolvimento dela lhe garantiria valores infinitamente superiores pois não havia limite e havia o tempo de exploração da patente sem concorrência. Isso era fato. Me convenceu mais ainda.


Fiquei trabalhando com ele de 2003 a 2015 aproximadamente. Desenvolvi várias placas eletrônicas, com designer e industrialização. Eu desenvolvi vários softwares simples baseados em linguagens HTML, PHP e JavaScript. Era leve, rápido e atendia ao propósito. Tive que estudar muitas coisas por conta própria para aplicar no projeto. Eu era uma espécie de autodidata. Ele estava satisfeito com todos os avanços que ocorria sem investimento. Eu não recebia nada pelo meu trabalho mas achava que tinha ganhado um amigo.


Ele ligava todos os dias. Sempre queria saber onde eu estava e sempre queria conversar sobre o projeto. Mas não era somente nós, pois levei vários amigos meus para ajudar e indiquei muita gente. Fazíamos muitas reuniões. Mas nenhum amigo chegou a colaborar com o projeto. Eu estava sozinho apesar de darem ideias. Eles entravam e saíam, e alguns chegavam a pedir que eu saísse daquilo porque não daria nada.


Fizemos viagens para Santa Rita, polo de eletrônica em Minas Gerais, onde um professor analisou minha placa de circuito. A avaliação dele era que era bem feita, não conseguiu saber como funcionava e elogiou isso. Deu dicas para evitar EMI e mais elogiou. Sata Rita seria o local que iríamos montar a empresa que montaria as placas, pois até mão de obra de jovens técnicos já havia lá.


Cada versão de placa eletrônica eu conseguia miniaturizar mais. Ele ficava surpreso e adorava. E funcionava. Chegamos a ficar num imóvel de um amigo em comum para fazer os testes. Até a caminhonete F250 dele usávamos para fazer testes.


Como eu ficava muito tempo desenvolvendo, lendo, aprendendo, fazendo apresentação, reunião, testes, demonstração e etc, isso tudo chegou a tomar muito tempo da minha vida. Mas eu acreditava tanto quanto o Alberto nesse projeto. Até projetos similares, como o da IBM estava em curso. Mas a ideia pertencia à patente dele. Ficávamos apreensivos quanto ao fato da patente sofrer intervenção americana e perdermos a ideia. O que já aconteceu com tantos cientistas e projetistas que tiveram suas obras copiadas ou roubadas durante a história. Imagine um brasileiro sem dinheiro.


Mas eu gostava da ideia e acreditava nela. Minha ex mulher criticava o tempo que eu supostamente estava perdendo. Ela falava que se eu quisesse dinheiro eu deveria estudar pra ser juíz, pois eu era inteligente e poderia chegar onde eu quisesse.


Morando na Bahia acabei aceitando a proposta dela, mas não era o que eu queria, não era a área que eu queria apesar de ser policial e atuar com o Direito. Fiz apenas um semestre de Direito, acho que me saí muito bem, mas a única coisa que eu gostava lá era ler os livros. Enfim, sai do curso. Me dediquei mais ao projeto pois acreditava nele.


Na Bahia eu estava longe do Alberto e tinha dificuldade de achar componentes eletrônicos. Estava isolado e tudo demorava a chegar pelos correios. Fiz o possível pra continuar apesar das dificuldades. Perdia muitas noites quando estava de folga do trabalho para estudar e criar minhas placas. A esposa apesar de reclamar nunca deixei na mão, como podem inferir os mentirosos. Na verdade ela que me deixava na mão, literalmente.


Fiquei na Bahia 6 anos e meio. Sofridos anos. Meu casamento desgastou. Apareceram idiotas como James Frank querendo entrar no projeto e desenvolver. Já falei dele aqui, um cara que se você virar as costas, ele te esfaqueia, como o fez. Esse cara eu descartei de cara apesar dele elogiar o projeto pelo pouco que contei. Admiradores foram muitos.


Lembro de quando fomos numa secretaria da prefeitura de Belo Horizonte. Queríamos apresentar para o prefeito Fernando Pimentel mas os assessores do prefeito diziam que tinha que passar por eles antes de chegar no prefeito. O prefeito era um cara muito ocupado. Fizemos uma pequena apresentação para esse assessor ou secretário, não me lembro direito. Ele ficou impressionado e elogiou tanto que a gente enfim imaginou que tínhamos conseguido uma prefeitura de uma cidade grande para o primeiro protótipo ou case. Só que no final da reunião esse assessor fez algumas perguntas como a questão da educação do brasileiro, da viabilidade para uso de uma tecnologia dessa, e nossa resposta foi favorável aos brasileiros. Por último ele perguntou quanto que seria destinado ao partido ou ao prefeito para implantação do protótipo e posteriormente do primeiro case. Ficamos surpresos com o que ouvimos e Alberto falou a ele que a nossa empresa era pequena, de muito baixo capital e estaria começando ali, com a autorização da prefeitura de Belo Horizonte. O assessor não gostou do que ouviu pois não tínhamos dinheiro para pagar de suborno e não aceitaríamos dar parte do valor do contrato a eles. Reunião finalizada sem sucesso e nós dois decepcionados com o PT e a política no Brasil.


Outras cidades foram cogitadas. Chegamos a rasgar a rua em frente a loja do Kleber, com autorização da prefeitura de Betim, para fazer alguns testes. A ideia se materializando era fantástico e deu mais ânimo para continuar. O avanço da internet, softwares e eletrônica ajudava cada dia mais no projeto. Kleber ficava feliz demais com o que via. Era um admirador nosso e amigo. Que Deus o tenha e obrigado por tudo.


Nesse percurso difícil nos deparamos com muita gente negativa, com inveja e com opniões erráticas. Até dizer que o Alberto era veado falaram. Apareceu engenheiro da Fiat dizendo que o circuito eletrônico não funcionava. Só funcionaria se ele participasse, né!? A busca por um engenheiro também foi difícil. Lamentava muito não ter estudado pois estava de acordo com o que eu queria. Uma faculdade de engenharia da computação era meu sonho nesses tempos. Mas só tinha curso em São Paulo e era disputado demais. Inalcançável para mim. Seguimos e fiz uma faculdade virtual de TI pela Unisul. Não foi o que eu esperava mas consegui um diploma de 3 grau.


Alberto era integrante da ADESG um órgão civil ligado às forças armadas. Ele queria que eu fizesse faculdade para me indicar e poder fazer parte, me juntando a vários outros como Cristiano, Kleber, ele e até o PRF Ivirton da inteligência da PRF em Contagem. O Ivirton nunca consegui conhecer direito e parecia não gostar de mim mas era conhecido do Alberto. Até viagem para conhecer um submarino no Rio de Janeiro tinha. Mas nessa altura do campeonato eu já estava iniciando uma depressão.


Com tudo que passei na Bahia como PRF, o não conseguir vir pra Minas Gerais, não conseguir adquirir patrimônio mas só perder, entre outras coisas que já relatei aqui, somado com o fim do meu casamento e ver os problemas e dificuldades que minha família, pai e mãe passavam, me jogaram pra baixo. Claro que esbarrar na corrupção da política e ver um projeto maravilhoso ser deixado de lado também contribuiu.


Quando finalmente consegui vir para Betim e trabalhar em Betim, eu já não estava bem. Isso foi meados de 2012. Ainda retomei o casamento e o projeto mas tudo minguou. Diante do resultado do projeto, da mudança do Alberto em deixar o público e ir para o privado, como projetar para shopping por exemplo, me desanimou. O casamento acabou apesar de continuarmos juntos. Saí do projeto em 2013. Não ganhei nada por isso além de conhecimento e uma promessa de sociedade na futura empresa. Saí do casamento definitivamente em 2015. E fui tentar ajudar minha família que não estava bem.


Quanto a minha família é outra história e não quero explanar aqui agora.


Com o final do projeto, eu em dificuldades financeiras, sem casa, que era um sonho meu, fiquei mal. Resolvi me dedicar somente ao trabalho pra descansar de tudo isso. Mas o Alberto ficou nervoso e não aceitava minha saída. Ainda mostrou a patente fisicamente, tinha pouco tempo que havia sido aprovada, na tentativa de eu continuar. Dizia que eu não poderia sair assim e deixá-lo na mão. Então lhe disse que não levaria nenhuma documentação do projeto, deixaria tudo, até o designer das placas e até me prontificaria a tirar dúvidas que surgissem para um novo técnico ou engenheiro que surgisse para ajudá-lo. Como não havia um case em funcionamento ainda, nem uma empresa já constituída e com a mudança do público para o privado, resolvi ouvir os amigos e sair. Apesar de acreditar e gostar decidi sair.


Depois disso não vi mais o Alberto e deixamos de ser amigos. Nunca mais me ligou. Não tive mais notícias do projeto. Lembro de ter visitado o Kleber e ele me dizer que o Alberto estava com raiva de mim. Quando o Kleber morreu acho que morreu qualquer vínculo que eu tinha com o Alberto e projeto, pois sempre foi uma das pessoas que mais me incentivou na vida.


Então, deixo registrado aqui, por corresponder a uma boa parte da minha vida. Não sei se ele teria coragem de me prejudicar por vingança mas há pessoas ruins nesses lugares que ele frequentava como a ADESG. Afinal, ele falava muito sobre inteligência policial e militar.


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São 15h32, continua a dor.


São 18h00, assistindo o Brasil Urgente, um cara fala, “você vai ficar preso em Alcatraz”. Só restou eu rir.


28/02/2024 - fui dormir antes de meia-noite. Me remexi a noite toda. Acordei com pessoas falando sobre nomes de computadores, perguntando como se chama meu computador e dizendo que minha ex mulher sabe disso e passou pra PM. Não entendi nada e isso não faz parte da minha vida, então foi um sonho, foi injeção de informações para provocar uma fala minha possivelmente me comprometendo. Minha vida agora é uma montagem realizada por uma inteligência corrupta, que erra mas não admite.

Como eu já relatei em outro post no meu blog, são pessoas brincando de inteligência e querendo transformar pobre em maluco. Claro que com auxílio de psiquiatras corruptos do Estado, que emitem laudos falsos para te condenar.


De manhã até à noite falam, “Você não perde por esperar”.


29/02/2024 - são 04h30, falam, “filho da puta”, “você não perde por esperar”, “quero ver você provar”, comecei a tossir sem parar, garganta secou de repente, ouço barulhos de alguém em cima. As vozes parecem desesperadas.


São 04h45, dizem, “20% de chance de você saber quem é a gente”, “assassinaram seu irmão meu filho”, “você é doido”, “aqui é polícia civil e federal”.


Tive que correr pro banheiro, como sempre.


São 05h01, falam, “pelo amor de Deus”, “é sua família porra”, “ninguém vai acreditar em você”, “animal”, “acha que vai prejudicar a igreja?”, “a gente é interessada na sua vida”, “mexeu com um dos nossos”, chamam por Cida, são 05h06, “assassino”.


Não lembro de ter matado alguém. Uma vergonha essa polícia.


São 05h13, falam, “você não devia estar na polícia”, “não sabe nada”, “você é burro”, “quem é Lino?”, “Paula!”, “você é polícia civil”, estão rindo sem parar, “Cida”, “Nossa Senhora”, “essa Cida deve estar puta demais”, “destruindo a família dos outros”, “sua bicha”, “aqui é PRF mesmo”, “fizemos um dossiê da sua vida”, “você tá morto”, são 05h19, “chama a polícia pra ele”, “armado você é um perigo”, “ô Salicha”, “eu te amo”, diz uma voz masculina, são 05h21, “Guilherme!”, “ordinário”, “o Brasil inteiro”, “é a polícia civil corrupta”, “que vergonha”, “você vai ser torturado o resto da vida”. E continuam falando, “Santana!”.


Santana era o chefe de operações, da SEOP, amigo do Adailson. Raramente eu o via. Mais um nome então, deixo registrado.


São 05h31, falam, “mexe com minha família pra você ver”, “pau no cu”, “eu te mato Salles”, “Paulo!”.


Não param de falar. São várias vozes.


São 05h37, falam, “masturba pra gente ver”, riem, “eu te amo Salles”, “maluco”, “a polícia civil vai foder a PRF”, são 05h42, “esse menino vai destruir tudo Araújo”, “ele vai ser demitido”, “vai estragar tudo”, “chupa!”, “você chupa minha buceta Salles?”, “você precisa de ajuda psicológica”, “vou arrumar uma coisa pra você fazer”, são 05h45.


Vem um apito no ouvido direito e sumiram algumas vozes. Estão bem baixinhas outras vozes, inaudíveis.


São 06h12, falam, “aqui é o novo serviço psicossocial”, “você perdeu sua vida”, “devia ter suicidado”, são 06h14, “até as funcionárias do hotel tão te provocando”, “descobriu que ele mora do lado do hotel, né!?”, “você vai ser internado”, “falou tudo que eu queria ouvir”.


Uma mulher está falando. Está inaudível.


São 06h34, falam, “tá chegando e-mail aí Salles?”, “clica lá”, “a Cida sabe todas suas senhas”.


São 07h00, falam, “sua filha tá aqui”.


São 07h11, falam, “tava tudo bem na sua família até você aparecer”, “a gente monitora eles”, “a luta vai continuar”, “vamo embora, vamo?”.


Nesse ínterim tentei dormir. Terceiro dia consecutivo que não deixam eu dormir.


São 10h11, falam, “se fodeu mais ainda”, “Carneiro  conseguiu”.


Vozes baixas mas estão lá.


São 15h21, tentei dormir após o almoço, estou bem cansado por não conseguir dormir à noite. Também não foi possível dormir à tarde. Estão tirando a minha paz.


Vozes baixas. Ignorei-os. Fui dormir mais cedo devido ao cansaço por volta das 22h40.


Continua.

 
 

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