Post 4 - A ocorrência policial
- guifsalles
- 12 de fev. de 2023
- 4 min de leitura
Atualizado: 7 de mar. de 2023
Bem, antes de continuarmos sobre as vozes e torturas é importante frisar o que aconteceu em 10/08/2021. Havia separado e estava temporariamente na casa que construí para meus pais. Estava comemorando com minha mãe o sucesso na bolsa de valores de São Paulo, pois havia auferido bons lucros em um ano de atividade, já que estava estudando a área e não possuía conhecimentos. Naquele dia, com muito orgulho falei pra todos na casa, estou saindo e seguindo meu caminho, será só eu achar um imóvel e obrigado por me acolher no momento que eu precisava.
Estava muito feliz e nada me tiraria do sério. A não ser.... Na parte da tarde minhas irmãs Poliana e Lívia começaram uma confusão comigo acerca de um gato no bueiro da rua. O que eu tinha a ver com isso eu não sabia, mas podia imaginar o final. Resumindo. Minha irmã pegou uma faca pra mim dizendo que eu a estava atrapalhando estudar. Ela foi a cozinha, pegou uma faca, me exibiu na porta do quarto, entrou no banheiro e começou a golpear a porta por dentro e rasgar a cortina do box. Minha mãe entrou rapidamente no quarto e disse: "Guilherme, ela pegou uma faca, você viu?". Eu disse que havia visto e que estava tudo sobre controle. Logo depois de um tempo, ela saiu do banheiro e acessou o quarto da minha mãe, que permaneceu na cozinha. Foi só um susto graças a Deus.
A mesma irmã Poliana que saiu com o cachorro e que tinha falado do gato no esgoto, que realmente causou uma discussão que não deixou a Lívia estudar, começou a falar novamente. Eu e minha mãe ficamos abismados com a situação e logo elas começaram a discutir e colocar a culpa em mim. Me vi em mil pedaços já que não tinha feito nada. Aquele meu dia feliz foi resumido, em questão de instantes, em um pior dia.
Fiquei ao lado de minha mãe conversando sobre o que aconteceu e logo outras discussões se iniciaram. Elas começaram a gritar e falar sobre mim e o gato. E eu nem sabia de gato. O que eu imaginava é que era o gato do vizinho, que acabara de ter uma ninhada. Enfim, o que eu tinha a ver com isso.
Claro que o vizinho ouviu, pois sempre ouviam com clareza tudo que se passava na minha casa. A divisão de muros era mínima e sempre incomodou. No entanto, a discussão continuou até tarde. Na hora do jantar iniciou-se outra. Foi quando a PMMG chegou e me levou. Até aqui tudo bem, pois não tinha feito nada de errado e não tinha pegado nenhum tipo de arma. Bem, o que havia de errado era um armário velho de minha propriedade, corroído por cupins, no chão. O que toda a polícia viu e ficou sabendo.
Porém, enquanto eu coletava o armário no chão para remontá-lo no dia seguinte, chegou a PMMG adentrando o lote e me mandando levantar as mãos. Eu estava sem camisa. Logo na minha suposta revista dois policiais militares passam correndo por trás e adentram meu quarto, localizam minha arma corporativa 9 mm e me encaminham para a unidade da PM. Eu achando que estava certo avisei a central policial que estava sendo encaminhado pela PM para uma delegacia da Polícia Civil. Claro que eu era o autor e minhas irmãs eram as vítimas.
Enfim, a ocorrência ficou pronta, não recebi uma cópia e só fiquei sabendo do que estava registrado tempos depois. Na ocorrência relataram que o denunciante disse que eu era policial, estava louco, estava bêbado, estava armado, estava agredindo a família e queria colocar fogo na casa. O que era absurdo virou verdade. Mesmo eu contando para PMMG o que tinha acontecido, simplesmente me ignoraram e só colocaram a versão delas. E minha irmã que pegou a faca e me ameaçou? Que esfaqueou a casa, furando porta e cortina do banheiro. Fiquei como errado, minha arma foi pra perícia por mais de 3 meses e fui afastado da atividade fim. Mesmo que eu não tenha utilizado minha arma, fui prejudicado no momento que a PMMG pegou minha arma e entregou a PCMG. A arma passou por perícia por meses e nada me informaram. Até hoje estou tentando descobrir o que se passou.
Ocorre que se eu não estava errado e não tinha feito nada de grave, deveria ter recebido minha arma de volta e continuado a trabalhar. Mas não foi isso que aconteceu. Retiveram minha arma e me obrigaram a procurar atendimento psicológico. Quanto as minhas irmãs nada sofreram. Talvez viraram santas? Deve ser, sei lá.
Contudo, respondi a minha corregedoria que arquivou a sindicância, inclusive com novo depoimento das minhas irmãs, segundo eles.
Enfim, continuo trabalhando administrativamente, pois estou sem arma, sem função específica, sendo tratado como criminoso, sem responder a um processo sequer, pois não informam nada e não me dão acesso, em desacordo com a lei de acesso à informação. Como depois de todo esse episódio fui expulso pela PCMG de casa, em acordo realizado por advogado do sindicato dos policiais, e não por mim, sem ter para onde ir. Iniciaram então as cenas dos próximos capítulos, os outros problemas. Tortura e etc. Acha que aguenta? Posso dizer que nem o maior criminoso do Brasil sofre isso, inclusive possuem advogados, dinheiro e direitos humanos, coisa que não tenho.