Post 41 - ataques sônicos
- guifsalles
- 3 de abr. de 2024
- 4 min de leitura
Obs: com erros na postagem de fotos.
Há tempos venho sentindo incômodos e dores em várias partes do corpo. Então, em complemento ao Post 15, deixo as explicações de um professor renomado acerca de armas sônicas e sua opinião sobre o que ocorreu em Havana com a equipe de diplomatas americanos.
Como sempre me pauto na ciência pra explicar o que vem ocorrendo comigo sugiro a leitura do site abaixo. No Wikipedia também há explicações sobre o tema para aqueles que duvidam e permanecem céticos com relação ao que não veem em novelas e jornais. Sigo tentando encontrar algo que me proteja contra algo que sei que é eletrônico. Infelizmente o Estado não me auxilia no que preciso e pra piorar a situação não tenho dinheiro pra comprar equipamentos, fazer exames ou pagar um advogado.
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Ataques Sônicos – Como ocorrem e quais são seus efeitos (ART3906) - por Newton C. Braga
Em 1º de outubro de 2017, tive uma pequena gravação no programa “Fantástico” da TV Globo de São Paulo (*), dando algumas explicações técnicas sobre o ataque ocorrido na Embaixada Americana em Cuba quando teriam sido usadas ondas acústicas ou onda sônicas. Evidentemente, o tempo restrito de minha participação não permitiu que fossem dadas explicações completas sobre o assunto, o que vou procurar complementar com este interessante artigo, para os que desejam saber mais.
Imagem do Fantástico (Globo – 02/10/2017) com a participação de Newton C. Braga – Na imagem o autor utiliza um diapasão para mostrar a emissão de som captada por um aplicativo em seu celular que mede a frequência.
Na realidade, a ideia de armas sônicas ou armas acústicas que poderiam ser usados em ataques como o ocorrido na embaixada americana em Cuba não é nova.
Podemos dizer que usar sons ou vibrações mecânicas de um meio material (como são definidas pela física) já é algo explorado há milhões de anos pela natureza.
O fato é que, transportando energia, as ondas acústicas que explicaremos detalhadamente mais adiante, possuem um poder destrutivo.
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Armas Sônicas e ataques
Conforme explicamos, as ondas sonoras transportam energia. Tanto mais energia quanto maior sua intensidade. Mas, também a frequência pode influir no modo os sons atuam sobre os organismos vivos.
Em 1992 publicamos em uma revista técnica um interessante projeto de um “circuito de pânico” (*) que combinava sons e ultrassons de modo a perturbar as pessoas. Este projeto foi posteriormente publicado no nosso livro “Bionics for the Evil Genius” nos Estados Unidos em 2006 e traduzido para o chinês em 2007.
Figura 7 - Livros em inglês e chinês em que o projeto também foi publicado
Se bem que o projeto foi apenas experimental, o assunto acabou sendo repercutido em diversos lugares, e até mesmo na série americana “Myth Busters” foi gravado um capítulo sobre o assunto.
A ideia básica dos pesquisadores é que os ruídos de baixas frequências (infrassons) em grande intensidade seriam sentidos de forma mais evidente pelo estômago e intestinos causando mal-estar e náuseas e em casos extremos até mesmo o descontrole intestinal.
Na época o termo “ruído-marrom” (Brown noise) em alusão a cor das fezes, foi utilizado para designar ruídos de baixa frequência (infrassons) capazes de ter efeitos sobre o organismo humano.
Em nossa estória “O Oscilador Disentérico” exploramos o assunto com o nosso herói Prof. Ventura, criando um oscilador capaz de gerar ultrassons e infrassons para espantar pássaros que acabou por afetar uma cidade inteira com o descontrole intestinal. Veja a estória no link:
Figura 8 – Ilustração para a estória do Prof. Ventura, Beto e Cleto
Com base nos efeitos reais, ainda que controvertido, não se deixou em pensar no uso dos sons, ultrassons e infrassons como armas e isso já vem de alguns anos.
Os próprios americanos criaram armas sônicas e dispositivos capazes de produzir efeitos interessantes sobre as pessoas.
Um deles, já usado de forma prática é um emissor usado em manifestações que causa desconforto na multidão, desestimulando-as a prosseguir.
Na foto (da internet) a Polícia Americana usando uma arma sônica para dispersar manifestantes num protesto em Pittsburgh.
Figura 9 – armas sônicas reais. Imagem da internet
Uma característica interessante que pode ser usada em determinados momentos para ataques ou mesmo recursos de defesa está justamente no fato de que as pessoas possuem diferentes capacidades auditivas, no que se refere ao espectro que podem ouvir.
Os jovens podem ouvir frequências mais elevadas que os adultos e pessoas mais velhas.
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E o que ocorreu em Cuba?
Os primeiro fato importante que deve ser levado em conta ao se analisar o que teria ocorrido em Cuba é que infrassons e ultrassons podem afetar o organismo humano causando desde danos irreversíveis quando aplicados em grande intensidade, como também desconforto como náuseas, dores de cabeça, tonturas e até mesmo descontrole intestinal.
O segundo fato é que uma fonte potente que dirigisse essas vibrações para a embaixada ou para as casas dos funcionários não seria percebida. Apenas seus efeitos apareceriam depois de certo tempo sem que as pessoas se dessem conta de sua origem.
Foi provavelmente o que ocorreu.
Fontes poderosas de ultrassons ou infrassons (ou os dois) teriam sido responsáveis pelos efeitos sobre os funcionários que só perceberam que havia algo anormal quando eles se manifestaram.
Existe defesa?
O que existe é a possibilidade de se detectar essas vibrações.
Sensores que usem microfones que alcancem a faixa dos ultrassons e dos ultrassons facilmente indicariam a presença dessas vibrações num ambiente. Eles são simples de se montar e até existem tipos prontos para venda.
Não entendemos como, uma embaixada num local crítico como é Cuba, e que normalmente faça uso de recursos eletrônicos mais avançados como detectores de transmissores espiões, localizadores, etc. não tenha se prevenido com um simples detector sônico.
Na foto um exemplo de detector de ultrassons comercial que alcança de 5 kHz a 235 kHz.
